Angola
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Angola: Campanha “Dia 31 Fica em Casa” recebe apoio da UNITA e tem oposição de “Dia 31 vou bumbar”

Um movimento iniciado por activistas está a apelar aos angolanos, através das redes sociais, para ficarem em casa na próxima sexta-feira, como forma de protesto contra o desemprego e as más condições de vida.

No “Dia 31 Fica em Casa” foi lançado pelo activista Gangsta e tem recebido apoios de músicos como Paulo Flores, dos activistas Laurinda Gouveia e Dito Dali, da filha de Jonas Savimbi, Ginga Savimbi, entre outras personalidades.

Agora, o Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA veio a público manifestar a sua solidariedade com a iniciativa, com um apelo ao Governo para “prestar maior atenção às causas da insatisfação e da contestação”.

“Os níveis elevados de desemprego, pobreza, alto custo de vida, corrupção institucionalizada e constantes violações dos direitos humanos, agravam a insatisfação e o desespero da juventude com a actual governação”, aponta o comunicado daquele partido na oposição que assim justifica a iniciativa.

A UNITA diz considerar “legítimas e constitucionalmente atendíveis as motivações dessa manifestação” e diz que seus militantes, “enquanto cidadãos, são livres de aderir à referida manifestação”.

O partido liderado por Adalberto Costa Júnior conclui que “condena, veementemente, a campanha de intoxicação da opinião pública nacional e internacional, levada a cabo por órgãos do Estado, que visa desvirtuar iniciativas de livre exercício de cidadania, plasmadas na Constituição da República de Angola”.

Entretanto, na contramão, há também apelos para “Dia 31 vou bumbar (trabalhar)” ou “Diga sim ao trabalho” feitos em grupos do Whatsapp, e noutras redes sociais.

Alguns círculos vêm nestas duas iniciativas um teste para a popularidade do Governo.