logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo
star Bookmark: Tag Tag Tag Tag Tag
Angola

BAD anuncia 400 ME para impulsionar sector privado dos PALOP

16 Agosto de 2019 | 08h24 - Actualizado em 16 Agosto de 2019 | 08h57

BAD anuncia 400 ME para impulsionar sector privado dos PALOP

São Tomé - O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) disponibilizou 400 milhões de euros para os países africanos de língua portuguesa (PALOP), destinados "a impulsionar o investimento privado em África", disse quinta-feira à Lusa o seu representante, Joseph Ribeiro.

São Tomé e Príncipe, Portugal e Banco Africano de Desenvolvimento rubricaram na quinta-feira um compacto especifico para o arquipélago, cujo objectivo é "acelerar o crescimento económico inclusivo, sustentável e diversificado do sector privado, com vista a melhorar as condições de vida e o progresso social" das populações.

O documento foi assinado na capital são-tomense pelo Ministro do Planeamento, Finanças e Economia Azul, Osvaldo Vaz, o representante para São Tomé e Angola do BAD, Joseph Ribeiro, e o embaixador de Portugal em São Tomé e Príncipe, Luís Gaspar da Silva.

"Nós temos que ver o contexto continental em que acabamos de assinar este compacto: a zona de livre comércio ao nível continental que vai facilitar o comércio inter-regional.

Logo, é importante que cada país possa ter um sector privado dinâmico que possa exportar bens e serviços para outros países e é neste quadro que entra o compacto lusófono", referiu Joseph Ribeiro.

Estão disponíveis 400 milhões de euros para estes cinco países dos PALOP, e um exercício semelhante já foi feito em Cabo Verde.

"Os montantes (para cada país) vão ser consoante os projectos que forem apresentados, porque nós queremos financiar projectos bancáveis, ou seja, que têm viabilidade financeira e estes projectos poderão ser financiados pelo BAD e beneficiar de uma linha de garantia que foi disponibilizada pela República Portuguesa", explicou Joseph Ribeiro.

O compacto assinado na quinta-feira tem a duração de cinco anos, renovável.

"Já estamos bastante avançados em termos de identificação de projectos, já fizemos algum levantamento em São Tomé e Príncipe, vamos continuar nos próximos dias a interagir com o sector privado com vista a identificar projectos, sobretudo nas áreas da agropecuária, turismo, logística e industria para depois iniciarmos o processo de avaliação dos projectos para financiamento e aproveitamento da linha de garantia de Portugal", concluiu o responsável.

O embaixador de Portugal considerou que a assinatura do compacto específico para São Tomé e Príncipe constitui "o reconhecimento da importância da dinamização do sector privado enquanto parceiro insubstituível na dinamização do crescimento e do desenvolvimento sustentável".

Luís Gaspar da Silva lembrou que a juventude representa a larga maioria da população e "necessita de encontrar emprego que lhe permita constituir família e levar uma vida com dignidade".

"É também um sinal muito positivo e de incentivo para as empresas são-tomenses e as empresas portuguesas com actividade em São Tomé e certamente um bom augúrio para as relações bilaterais no domínio económico e empresarial, no quadro abrangente da cooperação entre os nossos dois países e os dois continentes, africano e europeu", disse o diplomata português.

Para o executivo são-tomense, a assinatura deste protocolo enquadra-se no âmbito do Plano Nacional de Desenvolvimento 2017-2021, da Agenda de Transformação 2030 e do Documento de Estratégia País do BAD em São Tomé e Príncipe, 2018 a 2022.

Os objectivos e a lógica do compacto lusófono fazem todo sentido da situação económica dos países em causa, sobretudo ao almejarem a aceleração da transformação destes países que têm conhecido um fraco crescimento económico, diminuindo a sua capacidade de criação do emprego", disse, por seu lado, o ministro do Planeamento, Finanças e Economia Azul, Osvaldo Vaz.

O governante considerou que, ao promover o potencial do sector privado para desenvolver o potencial de cada país e ajudar a agregar valor de produção local e criar oportunidade empregos sustentáveis, o compacto lusófono pode ser um poderoso impulsionador do sector privado do seu país, designadamente as pequenas e médias empresas.

Lembrou a situação económica que o seu país vive, com um défice orçamental que "compromete seriamente a execução de uma política virada para o desenvolvimento, uma dívida interna imprudente e descontrolada, uma dívida externa incalculável e a balança de pagamentos que necessita de equilíbrios urgentes.

All rights and copyright belongs to author:
Themes
ICO