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Depois do Fed, bancos centrais europeus aumentam taxas de juros

Os bancos centrais do Reino Unido, Suíça e Noruega elevaram as taxas de juros nesta quinta-feira (23), seguindo o exemplo do Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos e do Banco Central Europeu de endurecer ainda mais a política monetária para controlar a inflação.

O Banco da Inglaterra (BoE) elevou sua taxa básica de juros em 0,25 ponto, a 4,25%, o maior nível desde 2008.

O Banco Nacional Suíço (SNB), que supervisionou a compra do Credit Suisse pelo UBS no fim de semana, elevou a taxa de juros oficial em 0,50%, como o BCE fez há uma semana, para 1,5%.

O banco central norueguês seguiu o exemplo, com uma alta mais modesta de 0,25%, a 3%.

Na quarta-feira, o Fed (banco central dos Estados Unidos) aumentou moderadamente as suas taxas de juros em um quarto de ponto percentual para 4,75-5,00%, conforme esperado pelo mercado.

Após suas últimas reuniões de política monetária, o SNB suíço declarou que estava “atuando contra o novo aumento da pressão inflacionária”, enquanto o Norges Bank da Noruega afirmou que taxas mais elevadas eram “necessárias para conter a inflação”.

O BoE alertou que espera continuar apertando sua política se as pressões inflacionárias no Reino Unido “persistirem”.

Nos três países europeus, o principal objetivo da política monetária continua sendo atingir uma inflação de 2%, meta ainda distante.

As falências dos bancos americanos Silicon Valley Bank (SVB), Signature Bank e Silvergate mostraram até que ponto o setor bancário foi enfraquecido pelos aumentos frenéticos dos juros nos últimos meses.

– “Novos riscos” –

O Fed deu a entender que o fim de seu ciclo de endurecimento estava próximo e sugeriu que “um futuro aperto da política monetária pode ser necessário”.

Após o encontro, a instituição alertou que os recentes problemas no setor bancário “provavelmente resultarão em condições de crédito mais restritivas para famílias e empresas, com a possibilidade de pesar na atividade econômica, no emprego e na inflação”.

O risco não se limita aos Estados Unidos, como demonstra a compra do Credit Suisse pelo concorrente UBS a um preço modesto.

A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, alertou na quarta-feira que as recentes tensões no setor bancário geram “novos riscos” para a economia.

A presidente do BCE defendeu que ainda há um “caminho a percorrer para conter” a inflação que, segundo as previsões da sua instituição, não voltará aos 2% até 2025.

Em fevereiro, a inflação na zona do euro chegou a 8,5% em ritmo anual, um décimo a menos que em janeiro.

No Reino Unido, a inflação subiu no mês passado para 10,4% em ritmo anual, embora o BoE e o governo esperem que diminua ao longo do ano devido aos preços mais baixos da energia.

Na Suíça, a inflação ainda é consideravelmente menor do que no resto da Europa, com o resultado de 3,4% em ritmo anual em fevereiro, mas acelerou nos últimos meses.

E na Noruega, a inflação, embora tenha desacelerado em fevereiro, permanece em 6,3%. As cotações da coroa norueguesa e do franco suíço permaneceram estáveis com os anúncios, em um mercado concentrado na desvalorização do dólar.