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Eleições/Espanha: Mais de 2,47 milhões votaram por correio

O número de espanhóis que votaram por correio para as eleições gerais antecipadas ultrapassou os 2,47 milhões, de acordo com os dados oficiais conhecidos sábado. É um valor sem precedentes em Espanha.

A legislação espanhola permite que todos os recenseados em território do país possam votar por correio. Mais de 2,6 milhões de eleitores pediram para o fazer. Mais de 2,4 milhões – 94,2 por cento – entregaram o voto numa estação da rede dos Correios, segundo a empresa.

Para as eleições gerais antecipadas de domingo são chamados a votar 37.469.142 de eleitores, aos quais é confiada a escolha de 350 deputados e 208 senadores.

Face à quantidade de pedidos, a empresa pública Correios acautelou um contingente de 21 mil profissionais. E os horários das estações de correio foram expandidos até às 22h00.

Para votar desta forma, um eleitor espanhol deve fazer um pedido prévio, na internet ou numa estação de Correios. A documentação é-lhe entregue em mãos. A entrega do voto tem de ser feita obrigatoriamente numa estação da empresa pelo próprio eleitor, cuja identidade é confirmada por um funcionário.

Durante a campanha eleitoral, o líder do Partido Popular, força de direita que encabeçou a generalidade das sondagens, apelou aos carteiros que que, “independentemente dos chefes”, distribuíssem a documentação para votar, trabalhando “de manhã, à tarde e à noite”.

Alberto Núñez Feijóo garantiu mesmo que pagaria as horas extraordinárias dos carteiros, caso se tornasse presidente do governo, logo no primeiro Conselho de Ministros.

As palavras de Feijóo, que chegou a presidir à administração dos Correios, valeram-lhe críticas de partidos, sindicatos e da direção dos Correios. O líder do PP foi acusado de enveredar por uma estratégia “trumpista”. Uma referência ao ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, que alega ter sido vítima de fraude na eleição que ditou a vitória de Joe Biden.

O ex-presidente do governo regional da Galiza diria posteriormente que não quisera acenar com a suspeita de uma tentativa de fraude ou manipulação de votos, mas aos riscos de um “congestionamento” na distribuição.