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Gabinete do ministro João Galamba vai ser investigado pela PJ e MP

O gabinete do ministro das Infraestruturas, João Galamba, vai ser investigado pela Polícia Judiciária e pelo Ministério Público.

A SIC sabe que o DIAP e Lisboa e a Polícia Judiciara vão investigar todos os comportamentos que motivaram o atraso na entrega de documentos à comissão de inquérito sobre a TAP.

Ao que a SIC apurou, esta parte da investigação vai incidir sobre o comportamento de Frederico Pinheiro, o ex-adjunto de João Galamba, mas também sobre os comportamentos dos membros do gabinete do ministro das Infraestruturas.

Está igualmente prevista a investigação de suspeitas de desvirtuamento de documentos e registos em equipamentos eletrónicos.

Em concreto, o Ministério Público e a Polícia Judiciária querem investigar se os documentos que estavam no computador de Frederico Pinheiro foram desvirtuados depois ou até antes da ordem de exoneração dada verbalmente pelo ministro João Galamba.

Este ponto da investigação vai abranger o período ainda antes do momento em que o computador ficou na posse de Frederico Pinheiro, após os momentos turbulentos no Ministério das Infraestruturas na noite de 26 de abril até à entrega ao agente do SIS; mas também desde este momento até à entrega do computador ao gabinete de gestão de Informática do Estado e depois à Polícia Judiciária.

Está ainda em investigação pela PJ e pelo MP o eventual desvirtuamento nas últimas semanas de documentos e dados do telemóvel de Frederico Pinheiro, que foi entregue pelo próprio na comissão de inquérito esta quarta-feira.

No início da próxima semana será feita uma reunião entre o Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa e a Polícia Judiciária para acertar toda a estratégia desta sensível investigação.

Frederico Pinheiro: “Pedro Nuno Santos também está do meu lado, como muitos amigos”

Frederico Pinheiro, ex-adjunto de João Galamba, chegou ao Governo pela mão do anterior ministro das Infraestruturas, com quem diz ter “uma relação de amizade”.

Foi adjunto de Pedro Nuno Santos até este se ter demitido no rescaldo da polémica sobre a indemnização paga pela TAP a Alexandra Reis. À Renascença, assegura agora que o amigo está do lado dele.

“Depois da minha exoneração, falei com o Dr. Pedro Nuno Santos de temas normais. Estamos a falar de questões familiares. Obviamente que lhe relatei que tinha sido exonerado, mas o Dr. Pedro Nuno Santos e eu temos uma relação de amizade”, afirmou o ex-adjunto, que este semana foi dar explicações ao Parlamento sobre a polémica em torno da retirada de um computador das instalações do Ministério e do envolvimento do SIS no caso.

Galamba vs.Galamba: as contradições das declarações da audição e da conferência de imprensa

Na comissão de inquérito, as declarações de João Galamba nem sempre coincidiram com o que o próprio disse há três semanas, quando fez uma conferência de imprensa logo após a exoneração do adjunto.

A SIC assinalou algumas das semelhanças e diferenças entre Galamba a 18 de maio e Galamba a 29 de Abril.

Desde os contactos feitos pelo ministro, na noite de 26 da abril, as agressões – ainda não sabemos de que parte – no Ministério das Infraestruturas, até os contactos em Janeiro com a ex-CEO da TAP, antes de Christine Ourmières, ser ouvida no Parlamento. c

O que em menos de um mês não mudou, foi a importância e o peso da chefe de gabinete do ministro das Infraestruturas, muito louvada por Galamba e a quem remeteu grande parte das suas respostas.

O caso Infraestruturas

Face ao conhecimento público de uma reunião preparatória entre o grupo parlamentar do PS, membros de gabinetes do Governo e a ex-presidente executiva da TAP, Christine Ourmières-Widener, na véspera da audição na comissão de Economia, em janeiro, e consequente polémica sobre as notas daquela reunião, a audição de João Galamba foi antecipada.

Na quarta-feira foi ouvido Frederico Pinheiro que esteve envolvido no caso de 26 de abril, tendo sido acusado de violência física no Ministério das Infraestruturas e furto de um computador portátil, já depois de ter sido exonerado.

A polémica aumentou quando foi noticiada a intervenção do Serviço de Informações de Segurança (SIS) na recuperação desse computador.