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Grupo Wagner treina forças especiais de Belarus próximo à fronteira polaca

Mercenários do Grupo Wagner começaram a treinar forças especiais bielorrussas a apenas alguns quilômetros da fronteira com a Polônia, membro da aliança militar ocidental Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), disse o Ministério da Defesa de Belarus nesta quinta-feira.

O chefe de Wagner, Yevgeny Prigozhin, foi mostrado em um vídeo na quarta-feira recepcionado seus combatentes, dizendo-lhes que não participarão mais da guerra na Ucrânia por enquanto, mas ordenando-lhes que direcionem seu foco para a África enquanto treinam o Exército bielorrusso.

“As Forças Armadas de Belarus continuam o treinamento conjunto com os combatentes de Wagner PMC (Companhia Militar Privada)”, disse o Ministério da Defesa de Belarus.

“Durante a semana, unidades de forças de operações especiais, juntamente com representantes da Companhia, realizarão tarefas de treinamento de combate no campo militar de Brest.”

A distância do campo é de apenas 5 km a leste da fronteira polaca.

Minsk postou fotos de instrutores de Wagner mascarados, com os rostos cobertos de acordo com as regras do grupo mercenário, treinando soldados bielorrussos com veículos blindados e o que parecem ser controles de drones.

A Polônia, um ex-membro do Pacto de Varsóvia que é membro pleno da aliança militar liderada pelos Estados Unidos desde 1999, começou a mover mais de 1.000 soldados para o leste do país no início deste mês, em meio à crescente preocupação de que os combatentes de Wagner em Belarus possam levar a um aumento da tensão na sua fronteira.

O Ministério da Defesa da Polônia disse nesta quinta-feira que as fronteiras do país estão seguras e que o país está pronto para “vários cenários à medida que a situação se desenvolve”.

Questionado sobre a decisão da Polônia, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse aos repórteres: “Claro que é motivo de preocupação. A agressividade da Polônia é uma realidade”.

O motim fracassado do Wagner na Rússia em 23 e 24 de junho foi interpretado pelo Ocidente como um desafio ao governo do presidente russo, Vladimir Putin, que ilustra a fraqueza do chefe do Kremlin de 70 anos e a tensão da guerra da Ucrânia sobre o Estado russo.

A Rússia rejeita essa interpretação e diz que o povo russo se uniu a Putin e aos militares.

Um acordo foi fechado em 24 de junho segundo o qual os mercenários se mudariam para Belarus em troca das acusações contra eles serem retiradas. Putin disse que os combatentes podem partir para Belarus, ficar sob o comando do Ministério da Defesa ou voltar para suas famílias.

O Wagner ajudou a Rússia a anexar a Crimeia em 2014, lutou contra militantes do Estado Islâmico na Síria, operou na República Centro-Africana e no Mali e tomou a cidade ucraniana de Bakhmut para a Rússia mais cedo neste ano, com perdas consideráveis ​​em ambos os lados.