Angola
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Marcha de apoio a PR: “Será que Cabinda quer mais confusão?”

Apoiantes do partido MPLA marcharam em Cabinda em apoio ao Presidente da República. E fizeram críticas veladas à UNITA, que pediu a destituição de João Lourenço.

Centenas de pessoas marcharam esta tarde em Cabinda em apoio ao Presidente da República, João Lourenço.

A caminhada iniciou no Largo do Ambiente, no centro da cidade, e terminou no Pavilhão Multiuso do Tafe. Participaram militantes do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), fiéis de diversas igrejas e funcionários públicos.

Segundo a primeira secretária do MPLA em Cabinda, Mara Quiosa, é preciso mostrar ao país que é preciso estabilidade.

“Será que o povo de Cabinda quer mais confusão?”, questionou. “Parece que os outros querem mais confusão. Porque sabem que a única forma de atingir o poder é criando instabilidade.”

A responsável do partido no poder não explicou quem são os “outros”. Mas por “outros” entende-se o maior partido da oposição, a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), que pediu na semana passada a destituição do Presidente da República, acusando João Lourenço de estar a consolidar um “regime autoritário”.

“Os culpados da crise são os bajuladores”
A primeira secretária do MPLA em Cabinda afirma que é preciso confiar em João Lourenço.

“O povo não quer mais confusão, Angola precisa de paz para se desenvolver”, insiste Mara Quiosa.

Mas o presidente da Frente Consensual Cabindense, Belchor Lanzo Taty, diz que a marcha de apoio ao Presidente da República não ajuda em nada ao desenvolvimento do país, mergulhado numa crise económica. Pelo contrário: “Os culpados são os bajuladores, aqueles que, perante João Lourenço, dizem sempre ‘sim’ para proteger os seus cargos e alcançarem os seus objetivos particulares”, comenta.

“Se os membros do MPLA fossem sensíveis ao grito do povo, essa marcha não deveria acontecer”, acrescenta Belchor Lanzo Taty em declarações à DW.

Em quase todas as províncias do país tem havido marchas em apoio ao Presidente da República. No entanto, para Belchor Lanzo Taty, não há nada para celebrar. “A marcha não deveria ser de repúdio à atual governação”, diz.

Há dias, circularam informações nas redes sociais segundo as quais funcionários públicos teriam sido obrigados a participar na marcha em Cabinda. Fonte do MPLA contactada pela DW rejeitou essas alegacões.