Angola
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Pesca ilegal expõe fragilidades da costa marítima angolana

Em Angola, a fraca fiscalização da Marinha de Guerra na costa marítima coloca em risco os recursos marinhos, admite Altino Carlos José Santos, Chefe de Estado-Mario das Forças Armadas. Este responsável quer um cerco apertado das actividades ilegais nas águas do país, sobretudo as das pescas não declaradas.

O chefe de estado-maior das FAA, diz estar preocupado com a pesca ilegal e pede um maior empenho na luta por parte da Marinha de Guerra, para travar a prática que, a seu ver, já constitui uma ameaça para a economia do país.

Altino Carlos José Santos, que se expressou na abertura das jornadas alusivas à problemática, reconhece que existem muitas actividades ilegais no mar angolano, com destaque para a pesca não declarada.

“A pesca, actividade humana quase tão antiga quanto a humanidade pela importância que desempenha na alimentação humana e fonte incontornável da proteína animal, é um grande desafio para nosso país, pois que, sem uma fiscalização permanente, poderemos vir a sentir escassez deste tão precioso produto e menos ingresso para a nossa economia. A pesca ilegal não declarada e não regulamentada constitui uma séria ameaça para a nossa soberania económica e para a população, pelo que deve ser uma preocupação”, avisou Altino Carlos José Santos.

Para reforçar a vigilância no mar angolano, o oficial superior das FAA garante mais meios à Marinha de Guerra Angolana, anunciando a conclusão e ampliação, dentro de dias, da Base Naval do Soyo, município da província do Zaire, no norte de Angola.

“A Marinha, para além de novos navios já na sua composição e uns que paulatinamente chegarão ao país, vai assinalar a 10 de Julho a conclusão de uma parte significativa das obras de ampliação e modernização da Base Naval do Soyo, a maior das infra-estruturas que a Marinha conhece desde a independência”, anunciou o chefe das FAA.

Fundada a 10 de Julho de 1976, a Marinha de Guerra Angolana é o ramo naval das Forças Armadas Angolanas, que tem a missão de proteger os 1.600 quilómetros da faixa costeira de Angola.