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“Quando o poder entra em descolagem em relação ao povo, não é o povo que muda, é o poder”, avisa Marcelo

O presidente da República avisou esta sexta-feira que quando o poder começa a descolar do povo, é o poder que tem de mudar, e não o povo. Perante uma plateia de empresários em Viana do Castelo, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que é mais fácil mudar de instituições do que as instituições mudarem de povo. E lembrou que o papel dos empresários “é decisivo”.

“Quando o poder entra em descolagem em relação ao povo, não é o povo que muda. É o poder que muda”, alertou o chefe de Estado. “É muito simples: é mais fácil mudar de instituições do que as instituições mudarem de povo”.

Para Marcelo Rebelo de Sousa, “ou as instituições percebem que têm de mudar, ou então a realidade muda independentemente daquilo que as instituições acham que deve mudar”.

Na visão do presidente, esta lógica explica o papel “fundamental” dos empresários: “o papel dos empresários em Portugal é decisivo, como é decisivo o das empresas em geral, incluindo, naturalmente, trabalhadores e empresários”.

“Vamos fazer um esforço para que se avance neste período o máximo que for possível avançar, e que as instituições que têm de mudar percebam que têm de mudar, porque também não adianta muito se fizermos um grande esforço e as instituições continuarem a resistir”, referindo-se a instituições financeiras e económicas.

“Não mudam a bem, mudam a mal. Nós tínhamos preferido poupar a revolução”, acrescentou Marcelo Rebelo de Sousa.

Para o chefe de Estado, “o povo português vai sempre ganhar as apostas do futuro”, estando nas mãos dos empresários “mudar o próprio Estado, os próprios poderes públicos, os próprios poderes regionais e locais” com a sua força.

“Os portugueses merecem um país melhor”, defendeu por fim.

Por Joana Raposo Santos