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Repórter americano do Wall Street Journal é preso na Rússia por suposta espionagem

Serviço Federal de Segurança da Rússia deteve na cidade de Ecaterimburgo, capital dos Urais, o jornalista Evan Gershkovich, correspondente do “The Wall Street Journal” na Rússia, por suposta espionagem.

“O FSB abortou as atividades ilegais na filial de Moscou do correspondente do jornal norte-americano ‘The Wall Street Journal’ e cidadão norte-americano Evan Gershkovich, suspeito de espionagem por parte do Governo dos Estados Unidos”, informou o Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) à agência “Interfax”.

De acordo com as autoridades russas, Gershkovich “recolheu, por conta dos Estados Unidos da América (EUA), informações secretas sobre as atividades de uma das empresas do complexo militar-industrial russo”.

“Durante a tentativa de receber informações secretas, o norte-americano foi preso em Ecaterimburgo”, disse o FSB – que abriu um processo criminal contra o jornalista por espionagem, que poderá acarretar uma pena até 20 anos de prisão.

Segundo o portal independente russo “Meduza”, Gershkovich foi preso na quarta-feira (29.03) em frente a um restaurante na capital dos Urais.

O portal destacou que o repórter esteve nesta cidade recolhendo informações sobre a atitude da população russa em relação ao grupo de mercenários Wagner, atualmente a ponta de lança da ofensiva russa no leste da Ucrânia.

Segundo o jornal local “Vechernie Novosti”, um leitor presenciou a prisão de um homem no centro da cidade.

“Quando levaram o detido, cobriram a sua cabeça com uma camiseta para que os transeuntes não pudessem ver o seu rosto”, acrescentou a fonte ao jornal.

Questionado sobre a possibilidade de a Rússia tomar medidas contra outros profissionais do jornal norte-americano, incluindo a possível expulsão do país, o porta-voz do Kremlin garantiu que “jornalistas credenciados que trabalham normalmente poderão continuar a trabalhar”.

O governo Biden condenou na quinta-feira a detenção do repórter do Wall Street Journal na Rússia pelo que Moscovo descreveu como espionagem, o primeiro caso de um jornalista americano detido sob alegações de espionagem desde a Guerra Fria.

A Casa Branca disse em comunicado que o Departamento de Estado entrou em contato com o governo russo sobre a prisão do repórter Evan Gershkovich.

“O ataque do governo russo aos cidadãos americanos é inaceitável”, disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, num comunicado.

O secretário de Estado, Antony Blinken, em comunicado separado, disse que os EUA buscam acesso consular imediato ao jornalista Gershkovich para que possam fornecer apoio adequado.