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SADC vai enviar tropas para a República Democrática do Congo

Reunidos esta segunda-feira na Namíbia, os países da SADC concordaram enviar forças para o leste da República Democrática do Congo. Comunicado da cimeira não detalhou datas da missão nem número de efetivos a enviar.

Reunidos na capital da Namíbia, os países da África Austral concordaram, esta segunda-feira (08.05), em enviar tropas para ajudar a reprimir a violência no leste da República Democrática do Congo (RDC), onde grupos armados aterrorizam civis há décadas.

A cimeira da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) “aprovou o envio de forças” para “apoiar a RDCongo no restabelecimento da paz e da segurança no leste do país”, declarou a organização num comunicado lido após um dia de trabalhos.

Aberta pelo Presidente da Namíbia, Hage Geingob, a cimeira contou com a presença dos chefes de Estado da África do Sul, Cyril Ramaphosa, da RDCongo, Felix Tshisekedi, e da Tanzânia, Samia Suluhu Hassan, e ministros dos 16 membros do grupo regional.

“A cimeira registou com grande preocupação a instabilidade e a deterioração da situação no leste da RDCongo e reiterou a sua forte condenação do ressurgimento dos conflitos e das atividades dos grupos armados, incluindo os rebeldes do M23”, lê-se no comunicado.

Neste encontro em Windhoek, a SADC apelou também a “uma abordagem coordenada”, tendo em conta os destacamentos existentes “ao abrigo de acordos multilaterais e bilaterais” na conturbada região leste daquele país e apelou às autoridades da RDCongo para que criem “condições e medidas necessárias para assegurar uma coordenação efetiva”.

Reforços
Também a Força Regional da Comunidade da África Oriental (EAC), que assumiu o controlo de algumas áreas anteriormente ocupadas pela milícia M23, será reforçada. Fazem parte desta força regional tropas do Burundi, Quénia, Uganda e Sudão do Sul.

Em março deste ano, Angola anunciou o envio de uma unidade do Contingente de Apoio às Operações de Manutenção de Paz das Forças Armadas ao país.

O leste da República Democrática do Congo tem estado debaixo de fogo desde finais de 2021 e registou um aumento da violência, com o grupo rebelde Movimento 23 de Março (M23) a conquistar territórios na região.

Os avanços da M23 também desencadearam uma crise diplomática em que Kinshasa acusa Kigali de apoiar o M23, o que é reiteradamente negado pelo Ruanda, apesar de pelo menos dois relatórios da ONU confirmarem a colaboração.