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Angola

Sinais de recessão fazem soar alarmes na economia mundial

16 Agosto de 2019 | 08h38 - Actualizado em 16 Agosto de 2019 | 08h37

Sinais de recessão fazem soar alarmes na economia mundial

Luanda - A contracção da economia alemã, o crescimento da produção industrial chinesa abaixo do previsto e a queda do rendimento dos títulos da dívida pública dos EUA a 10 anos para valores inferiores aos das obrigações a dois anos são sinais que preocupam os economistas.

Segundo o Diário de Notícias, a Bolsa de Nova Iorque teve fortes perdas na quarta-feira, com os investidores a cederem a um clima de incerteza envolvente da economia internacional e à multiplicação de sinais de recessão sobre a economia dos EUA.

"É quase como se estivéssemos a ver uma versão num livro da escola sobre um período pré-recessivo", disse Nicholas Akins, director-executivo da American Electric Power Co, que fornece energia em 11 estados norte-americanos, numa entrevista na quarta-feira, citado pelo The Wall Street Journal.

A influenciar os mercados esta semana estiveram a contracção da economia alemã no segundo trimestre deste ano, quando o seu produto interno bruto (PIB) caiu 0,1%, e o crescimento da produção industrial chinesa que foi o menor em 17 anos, aguardando os investidores com expectativa os dados sobre as vendas a retalho e a produção nos EUA.

"Os dados económicos acalmaram e estão a enviar cada vez mais sinais de recessão, particularmente do lado industrial",disse Michelle Meyer, responsável pela economia dos EUA no Bank od America Merrill Lynf. "O comércio é uma grande parte disso", acrescentou, citada pelo The New York Times.

Outro dos sinais de alerta na quarta-feira foi o rendimento dos títulos da dívida pública dos EUA a 10 anos, que caiu temporariamente para valores inferiores aos das obrigações desta dívida a dois anos, o que aconteceu pela primeira vez desde 2007.

Este fenómeno, designado como "inversão das curvas de rendimento", reflecte a diferença de rendimento pago pelo Estado norte-americano aos investidores que apostam na sua dívida, respectivamente, a longo ou a curto prazo.

Temido nos mercados financeiros, é geralmente interpretado como um indicador avançado de uma recessão.

"Se esta inversão se confirmar, quer dizer que o mercado accionista vai sofrer ainda mais, devido à incerteza, e vamos assistir a uma corrida para os activos considerados mais seguros", como as obrigações, antecipou Peter Cardillo, da Spartan Capital Securities.

Mas os sinais de alerta têm vindo a multiplicar-se nas últimas semanas: preços do ouro e da prata a galopar, venda de acções e cada vez mais obrigações soberanas a registar taxas de juro negativo.

A guerra económica entre EUA e China também não ajuda: se inicialmente o Presidente norte-americano, Donald Trump, beneficiava da situação económica positiva dos EUA para pressionar Pequim, um crescimento mais lento pode obrigá-lo a repensar o caso. Ainda na terça-feira anunciou o adiar de algumas tarifas sobre importações chinesas.

Na quarta-feira, o índice selectivo Dow Jones Industrial Average perdeu 3,05%, para os 25.479,42 pontos, na que foi a sua perda mais pesada este ano.

Quinta-feira, as bolsas europeias negociaram ainda sem tendência definida, escapando às quedas de quarta-feira em Wall Street, e graças ao comportamento positivo das praças asiáticas, com as acções chinesas a negociar em terreno positivo.

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