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União Europeia quer o regresso das baterias substituíveis

Para os saudosistas das baterias substituíveis em smartphones, está a caminho uma alteração no sentido de as recuperar.

Há algum tempo, a União Europeia anunciou a intenção de voltar ao sistema de baterias de fácil acesso e substituição para os utilizadores e, nos últimos dias, o Parlamento Europeu aprovou novas regras para o design, produção e gestão de resíduos de todos os tipos de baterias vendidas na União Europeia.

Entre as medidas incluídas na disposição do Parlamento Europeu, votadas a favor quase por unanimidade, encontram-se algumas que dizem diretamente respeito ao setor da eletrónica de consumo, como por exemplo “desenhar baterias portáteis em aparelhos por forma a que os consumidores possam facilmente retirar e substituir as mesmas”.

Há cerca de uma década podiam comprar-se nas lojas baterias suplentes como se fossem um simples acessório. Foi com a massificação do iPhone que essa perspetiva mudou e hoje, embora não seja impossível, só equipas especializadas podem proceder à substituição das baterias. No entanto, tudo indica que essa prática mudará em breve. Pelo menos é esta a vontade dos legisladores europeus.

Como parte do programa mais amplo de direito ao reparo, há já uma outra discussão sobre obrigar os fabricantes a devolver baterias substituíveis. Ou seja, o dispositivo tem de passar a ser construído de forma que nenhuma ferramenta ou habilidade especial seja necessária para o substituir.

Esta medida pode ter um impacto no meio ambiente também, uma vez que menos dispositivos serão descartados apenas devido ao esgotamento das baterias. As marcas de smartphones é que podem ter a vida dificultada nesta fase, mas a verdade é que muitos utilizadores afirmam que sacrificariam alguns milímetros da espessura do dispositivo por uma bateria substituível. Apenas a UE faz este tipo de regulamentação. Esta pode entrar em vigor em 2027, prazo após o qual os fabricantes terão de encontrar uma forma de enfrentar esse desafio.

Por Daniela Azevedo

Fonte: Gizchina