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Atos políticos no interior da Bahia têm aglomeração, garrafada e intervenção da PM

Em meio à pandemia do novo coronavírus, o período eleitoral no interior da Bahia está a todo vapor e sem restrições Atos políticos de campanha, além de promoverem aglomerações, têm causado sérios atritos entre as coligações e deixou até alguns eleitores machucados neste final de semana, como aconteceu em Ribeira do Pombal, cidade no Nordeste da Bahia, durante a troca de garrafadas na sexta-feira (23). Após este episódio, eleitores voltaram a se aglomerar no domingo (25), e policiais militares usaram spray - que moradores dizem ter sido de pimenta - para dispersar a multidão. A PM também interveio em eventos eleitorais nas cidades de Jussiape, Érico Cardoso e Livramento de Nossa Senhora. 

Depois do atrito da sexta-feira, o juiz eleitoral Paulo Henrique Santos Santana proibiu, no sábado (24), qualquer ato presencial de campanha nas cidades de Ribeira do Pombal e Banzaê. Os moradores Rodrigo Matos, 32, e Ricardo Macedo, 28, foram duas dentre cerca de 10 pessoas atingidas pelas garrafas. “Quando corri para ajudar meu amigo, uma das garrafas acabou caindo em minha cabeça. Fiquei tonto”, contou Matos, auditor ambiental. Já o engenheiro Ricardo ficou com um ferimento na canela. 

A discórdia teria sido causada, neste dia, por provocações trocadas entre o grupo político do atual prefeito da cidade, Ricardo Maia, e a candidata à prefeita Nay de Zé Grilo. O vice-prefeito Alan Mendonça estava no evento, assim como o secretário de agricultura Jairinho, filho de um vereador. Segundo testemunhas, apoiadores da candidata Nay Grilo comemoravam o aniversário de um amigo nos bares da principal rua da cidade quando um carro da oposição da situação desfilou na rua com música alta e fazendo agressões verbais à candidata. Grilo abriu um boletim de ocorrência na delegacia no dia seguinte, após ter sido chamada de “égua” e terem amassado o capô de seu carro com um murro. 

O eletrotécnico Luis Carlos Costa, 59, afirmou que o grupo opositor jogou o carro na direção dele. “A carreata estava passando no meio da gente, pedi para o rapaz [Jairinho] parar o carro. Como ele estava muito empolgado, empurrou o carro em cima de mim, saiu do carro e começou a debochar. Não me machucou, mas tenho uma deficiência no pé, então qualquer tombo, caio. Depois, alguém pegou uma garrafa e jogou no grupo da gente”, narrou o morador. Costa disse que houve provocação de ambos os grupos políticos: “Todos os dois lados erraram, não somos santinhos”. Após o ocorrido, ele também abriu um b.o. contra o secretário Jairinho. 

Spray de pimenta faz população passar mal

Outras aglomerações ocorreram na cidade durante o final de semana. No domingo, a Polícia Militar precisou intervir no distrito de Vila Rodrigues (Barrocão), zona rural de Ribeira do Pombal, para cumprir a ordem judicial emitida no dia anterior. Era a inauguração do comitê de campanha do candidato Edilson Barrocão, evento cancelado menos de 6 horas antes. 

A empresária Morgana Freitas, 32, relatou que os policiais chegaram e fecharam a entrada ao povoado de Barrocão para não deixar ninguém entrar ou sair e começaram a jogar spray de pimenta e balas de borracha para dissipar a multidão. “Disseram que estavam cumprindo ordem do juiz e iam tirar as pessoas a todo custo, que quem não quisesse sair, sofreria as consequências”, narrou Freitas. 

O eletrotécnico Luiz Costa, também presente neste evento, disse que não houve desacato ou xingamentos contra os policiais, apesar dos oficiais terem sido vaiados. “Não vi necessidade, ninguém desacatou ou xingou ninguém e não tinha ninguém brigando ali. Eles pediram para abaixar o som e fizemos nossa parte”, disse. Costa ainda ressaltou que muitos moradores, dentre crianças e idosos, passaram mal com o spray: “Várias pessoas vomitaram, espirraram e passaram mal”. A PM disse que não era pimenta, e sim outra substância, mas não revelou qual a composição. 

Por meio de nota, a instituição disse que flagrou uma aglomeração de veículos e pessoas, de cunho político, descumprindo a determinação judicial no distrito de VIlas Rodrigues. “Ao passarem pela multidão, os policiais militares foram hostilizados com vaias e palavras de baixo calão pelo público presente. A PM iniciou a  negociação com alguns líderes do grupo para o encerramento do evento, porém, como não houve sucesso, foi necessário o uso escalonado da força para dispersar o público, sem utilizar spray de pimenta”, informou.

O vereador Bebeto, presidente da Câmara de Vereadores de Pombal e da base do prefeito da cidade, rebateu as acusações feitas pelo grupo político de Nay Grilo. Os apoiadores disseram que outros eventos da aconteciam, mas somente o ato da candidata foi encerrado pela política. “Está proibido aglomeração, essa decisão foi do juiz e a polícia foi cumprir. Não há relação nenhuma conosco”, afirmou o parlamentar. Os vereadores Roni, da base do atual prefeito, e Sérgio, da base da candidata Grilo, não quiseram se pronunciar por não estarem presentes na situação.

PM intervém em outras quatro cidades na Bahia

Outras quatro cidades no interior da Bahia tiveram intervenção da PM em atos políticos de campanha. Por uma determinação do TRE, juízes eleitorais podem usar a força policial para fazer cumprir decretos e dissipar movimentos políticos que desrespeitem as regras sanitárias que ajudam no combate à covid-19. Foi o caso do distrito de Caraguataí, na cidade de Jussiape, na Chapada Diamantina. Uma manicure moradora do município, que não quis se identificar, não participou do evento, mas acha que nem deveria ter eleição este ano. “Estou acompanhando pelas redes sociais e não concordo com as aglomerações nessa época de pandemia, acho muita imprudência por parte de todos”, disse a moradora. 

O evento se tratava de uma passeata feita na sexta-feira à noite, por volta das 21h, e descumpria as resoluções sanitárias do TRE e do Juiz Eleitoral da região. As denúncias só chegaram à polícia no dia seguinte. Ainda na Chapada, na cidade de Érico Cardoso, na tarde do domingo, uma carreata precisou da intervenção dos policiais, nas localidades de Angico, Fazendinha do Brejo, Brejo e no povoado da Barra. 

A 46ª Companhia Independente de Polícia Militar (46ª CIPM) disse que houve um início de confusão com alguns eleitores do partido opositor que atrapalhavam a campanha política do outro grupo. “Um dos apoiadores do partido adversário estava em seu veículo utilizando o som com músicas políticas do partido contrário atrapalhando a continuidade do ato político. Foi orientado que ele desligasse seu som, pois, aquele momento não era o dia da coligação a qual apoiava, e prontamente, os policiais militares foram atendidos. Na oportunidade, as pessoas que estavam no meio do conflito foram orientadas a seguirem cada um para os seus destinos, para que fossem evitados maiores problemas entre as partes”, informou, por meio de nota. 

No município de Livramento de Nossa Senhora, no povoado de Tabuleiro (zona rural), havia aglomeração de pessoas na tarde do domingo (25). A 46ª CIPM informou que havia “som automotivo em alto volume e brigas generalizadas entre pessoas de partidos políticos divergentes, com um número significativo de participantes sem uso de máscaras”. Três veículos foram apresentados à delegacia e duas pessoas foram abordadas. A aglomeração foi dispersada.  

*Sob orientação da chefe de reportagem Perla Ribeiro

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