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Centrão e Rodrigo Maia querem revisar participação do PSL em postos-chave

Jornal GGN – Sem Jair Bolsonaro, PSL passou a ser um ente estranho em postos-chave, já que sua participação foi acertada como forma de ajuste entre governo e Câmara. O Centrão, que congrega partidos como DEM, PP, PL, Solidariedade e Republicamos, se une ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) para rever o comando do PSL, de Bivar, das principais comissões da Câmara.

A conversa tem início com a constatação de que a saída de Jair Bolsonaro da sigla, em outubro, diminuiu seu peso político. E os lideres iniciam as tratativas para rever esses acordos de ocupação dos espaços da Câmara.

A legenda se dissolveu após tentativa de bolsonaristas de tomar posse, cuidar dos recursos do fundo partidário. Como o golpe interno não funcionou, Bolsonaro saiu da legenda.

O Centrão defende uma redução expressiva do papel do PSL na Casa. Hoje, o PSL está com três comissões – CCJ, Relações Exteriores e Fiscalização Financeira – e tem 79 assentos nos colegiados.

Para se ter uma ideia, o controle das comissões é entendido como ponto nevrálgico da atividade parlamentar e dita o ritmo dos trabalhos na Câmara.

Entre os colegiados, a CCJ é considerada a mais importante porque é nela que se inicia a tramitação de todos os projetos, inclusive os de iniciativa do Executivo, e PECs (propostas de emendas à Constituição).

Além disso, essas comissões têm poder para convocar ministros e autoridades para prestar esclarecimentos e, tal poder, pode ser usado para pressionar o governo.

Se um aliado do governo está no comando da Comissão, certeza que irá poupar seus auxiliares diretos. Um exemplo disso foi a recusa de Eduardo Bolsonaro, presidente da Comissão de Relações Exteriores, ter se recusado a convocar Ernesto Araújo, em julho, para explicar o uso do termo ‘identidade de gênero’.

Deputados da oposição cogitam apoiar a manobra do Centrão para tirar do PSL o comando da CCJ e assumir. Também está nesta negociação a Comissão de Fiscalização Financeira.

O PSL quer manter o comando da CCJ, que é presidida por Felipe Francischini (PSL-PR) e, se preciso, lembrarão Rodrigo Maia que há um compromisso assumido desde a eleição dele para a presidência da Casa. O PSL que o acordo tem validade de dois anos.

Com 52 deputados hoje, o PSL é a segunda maior bancada da Câmara, mas pelo menos 30 deputados deverão debandar com a criação da Aliança pelo Brasil, em processo de fundação por Bolsonaro.

Com informações da Folha

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