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Comércio internacional não deve ter ideologia, alerta CNA

 (crédito: Minervino Junior/CB/D.A Press)

(crédito: Minervino Junior/CB/D.A Press)

Exportando cada vez mais para a China e menos para os Estados Unidos, o agronegócio brasileiro deve manter o pragmatismo e se manter distante da pauta ideológica que hoje ronda o comércio internacional. A avaliação é do presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins.

"Não devemos ter nem ideologia, nem bandeira. Não são os Estados Unidos que vão determinar o que produzimos e para quem temos que vender", declarou João Martins. Ele lembrou que, hoje, o agronegócio brasileiro exporta para mais de 170 países. Por isso, precisa ter boas relações com todo o mundo, além de pragmatismo.

"A CNA procura sempre se afastar de ideologias e de declarações do governo, seja do Brasil ou de outros países. Somos produtores rurais e precisamos exportar o que produzimos. [...] Para colocar para fora, o produtor rural não pode ter ideologia política. É mercado, quem paga melhor e quem quer comprar nosso produto", observou.

Martins falou sobre o assunto em coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (1º/12), após ser questionado por jornalistas sobre os atritos entre o deputado Eduardo Bolsonaro e a China e o possível impacto disso nas exportações do agronegócio. Ele disse ainda que "o filho do presidente não é o presidente, é apenas um deputado; e o outro é senador (Flávio Bolsonaro)".

"O presidente é Jair Bolsonaro, é dele que temos que ouvir", frisou o presidente da CNA. Ele disse ter uma "relação profissional" com o presidente da República e admitiu que a principal ponte do setor, que tem sustentado a economia brasileira neste ano, com o governo federal, é mesmo a ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Segundo Martins, a ministra "é uma pessoa que tem contornado esses rompantes".

Recorde

De acordo com a CNA, as exportações do agronegócio bateram o recorde de US$ 85,8 bilhões entre janeiro e outubro deste ano. E a China ficou com grande parte disso: US$ 30,8 bilhões. Já as vendas para os Estados Unidos caíram neste ano, a US$ 5,6 bilhões. "A China comprou mais que todos os outros quatro principais destinos somados", observou a superintendente de Relações Internacionais da CNA, Lígia Dutra.

Martins disse, então, que mantém uma relação amigável com o embaixador da China no Brasil, com quem tem conversado durante a pandemia de covid-19. Lígia reforçou que este é um mercado prioritário, mas acrescentou que o agronegócio também continua buscando estreitar os laços com novos parceiros comerciais. Ela disse, por exemplo, que o Reino Unido pode representar uma grande oportunidade de negócios para o Brasil após o Brexit, e que há uma expectativa de que o presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, amplie o comércio internacional.

A CNA garantiu, por sinal, que o agronegócio brasileiro tem condições de mostrar ao mundo que é sustentável, como Biden e outros chefes internacionais têm pedido. João Martins disse que o Brasil "tem tudo para cumprir as exigências internacionais" de sustentabilidade, pois segue regras como o Código Florestal e "não está de braços cruzados com as questões ambientais".

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