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'Curti', 'Amei', 'Haha': veja como eleitores reagiram aos candidatos na sabatina do CORREIO

Quem quer ser prefeito? Em Salvador, nove políticos se colocaram à disposição de ocupar o cargo que ficará vago com a saída de ACM Neto, que não pode ser prefeito por três mandatos seguidos, segundo a lei eleitoral. Para mostrar que são capacitados, oito candidatos participaram nessa semana da tradicional sabatina do CORREIO. Pastor Sargento Isidório (Avante) foi o único que recusou o convite. Foram mais de  43.227 visualizações e uma série de reações (positivas e negativas) dos eleitores nas lives que aconteceram no Facebook, Instagram e YouTube do jornal.  

Teve candidato que só recebeu os mais comuns “curti” e “amei”. Já outros dois arrancaram dos eleitores uma demonstração de desafeto com o “triste” e “grr”, esse último que indica raiva. Quase todos também levaram “haha”, reação geralmente utilizada para indicar que o conteúdo é engraço ou “da zoeira”. 

“Essas reações são uma ferramenta interessante. Não é à toa que o próprio Facebook investiu em tornar elas mais diversas. São uma série de possibilidades, de reagir positivamente ou negativamente. E é uma interação que custa pouco pro usuário, ele só precisa apertar um botão. É interessante ver quem está reagindo e de que forma reage”, disse a doutora Nina Santos, pesquisadora do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Democracia Digital (INCT-DD).  

Para o doutor Renato Francisquini, cientista político e professor da Universidade Federal da Bahia (Ufba), esse fenômeno das reações e transmissões ao vivo mostra o quanto as campanhas eleitorais se adaptaram. “Com as mídias sociais, o engajamento dos eleitores a um candidato se tornou mais fácil. Você não precisa mais ir pra rua, com uma bandeira, para mostrar que apoia tal político, por exemplo”, explicou.  

Para os especialistas, investir em comunicação política digital de forma profissional é fundamental para qualquer político que queira ser eleito. E o CORREIO, com seus mais de 1,2 milhão de seguidores nas três redes sociais onde a sabatina foi transmitida, abriu espaço para que os candidatos consigam levar suas propostas para potenciais novos eleitores.  

“Embora as redes sociais tenham importância significativa, a imprensa continua tendo o papel fundamental. Se não tivesse o jornalismo, não teria problematização, questionamento. Quando um candidato propõe algo infactível, deve ser cobrado por isso, pelo seu passado, suas alianças. E ele deve ter a oportunidade de apresentar uma resposta para seus eleitores”, comemora o professor Renato Francisquini.  

 

Como foram?  
As transmissões ao vivo tiveram a mediação do editor Donaldson Gomes e duraram uma hora cada. Os candidatos responderam a perguntas de 24 entidades, oito especialistas, da redação e da população - uma equipe de reportagem do CORREIO esteve na estação da Lapa e gravou um vídeo de pessoas para cada um dos candidatos que confirmaram participação. Os leitores também puderam participar enviando perguntas que foram filtradas ao vivo por uma equipe do jornal. Todos tiveram o mesmo tempo para responder as questões: dois minutos.    

"Durante a sabatina, estávamos monitorando a resposta da audiência nas diferentes plataformas. Na nossa rotina, este é um procedimento padrão: utilizamos um software de monitoramento que nos permite coletar menções e interagir com os eleitores. Assim, conseguimos medir quais temas e assuntos estão sendo de maior interesse, quais atitudes do candidato são mais comentadas e até observar notícias falsas que estão se espalhando a nosso respeito”, explicou Pascoal Gomes, coordenador de marketing da campanha de Bruno Reis (DEM), que foi o último entrevistado da sabatina.  

Celsinho Cotrim (Pros), que foi sabatinado na última terça-feira (20), tem feito uma campanha focada nas redes sociais, já que não possui tanto tempo de exposição na televisão. “O Instagram, Facebook, Twitter e YouTube são a salvação da campanha. Nossos programas de TV e rádio estão convidando as pessoas para continuarem conversando conosco nas redes sociais. Montamos essa estratégia pra driblar o pouco tempo na propaganda eleitoral gratuita”, disse.  

Por esse mesmo caminho pensa o candidato Cezar Leite (PRTB), que sequer possui tempo no horário eleitoral gratuito. “Estamos voltados para a produção de conteúdo nas mídias digitais, levando em consideração as características de cada plataforma: Facebook, Instagram e Twitter. O nosso termômetro são os próprios indicadores das plataformas, que são acompanhados pela equipe de comunicação da campanha diuturnamente”, disse.  

Já a assessoria do Partido da Causa Operária (PCO), que lançou Rodrigo Pereira como candidato, disse que não dependem de redes sociais, pois entendem que política se faz na rua, com o povo. “As pessoas vêm até nós pra dizer o que acham da nossa participação em atividades como entrevistas e sabatina. Não abrimos mão do nosso programa e nossas ideias em troca de votos, como fazem os demais partidos. Pelo contrário, utilizamos as reações para debater politicamente as ideias e esclarecer o público sobre nosso programa”, explicaram.  

Já para a pesquisadora do INCT-DD, na situação atual que vivemos, não tem como fazer política longe das mídias digitais. “Essa é uma tendência que vem ganhando força nos últimos anos em todo o mundo, inclusive no Brasil. Na pandemia, o digital se tornou mais crucial pela dificuldade em se fazer aglomerações políticas”, disse Nina Santos.  

O CORREIO entrou em contato com os candidatos Bacelar (Podemos), Hilton Coelho (Psol), Major Denice (PT) e Olívia Santana (PCdoB), mas não obteve retorno até o fechamento da reportagem.  

As lives dos candidatos permanecem salvas no Instagram, Facebook e Youtube do CORREIO e podem ser acessadas a qualquer momento. 

As sabatinas tiveram o apoio da ITS Brasil e da E_studio. 

*Com orientação do chefe de reportagem Jorge Gauthier e colaboração da repórter Naiana Ribeiro.  

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