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Latino (Crédito: Reprodução/Instagram)

16/04/21 - 17h43 - Atualizado em 16/04/21 - 17h51

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O deputado estadual pelo Rio de Janeiro, Átila Nunes (MDB), abriu a denúncia contra Latino. Para a coluna de Fábia Oliveira, do jornal O Dia, o político falou sobre o caso. “Denunciei o cantor Latino ao Ministério Público por escarnecer publicamente de culto religioso, crime previsto no artigo 208 do Código Penal, agravado por ter sido em veículo de comunicação. Pedirei à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Segurança (DECRADI) que abra um inquérito e convoque o cantor para confirmar suas declarações preconceituosas no podcast Flow. Latino mostrou seu lado intolerante no aspecto religioso e deve responder pelas ofensas aos praticantes da Umbanda e do Candomblé, que não têm qualquer culpa pela decadência da carreira dele”, informou.

Na sabatina, o artista fez a seguinte declaração: “Dizem que foi macumba, né. Os caras falaram que foi macumba. Fizeram um trabalho pra mim que o macaco foi no meu lugar. Quem conhece o mundo espiritual pode dizer melhor. O macaco nunca saía de casa, tomava café comigo. Ele tinha uma vida como se fosse filho”, continuou. Além disso, afirmou que sofreu muito com a sua partida e cancelou shows de duas semanas. “Pode ser qualquer bicho que tenha um apego muito grande a você. Nessa parada de centro espírita, nesse bagulho aí de macumba, os caras fazem trabalhos pesados pra infernizar a vida do outro.

Revoltados com a declaração de Latino, muitos internautas se revoltaram com ele na web: “Que absurdo”, disse um seguidor; “Preconceito puro”, deixou outro; “Intolerância religiosa pura”, reagiu um terceiro usuário.

Após ver na confusão que se meteu, o músico também falou com Fábia e pediu desculpas para as pessoas que se sentiram ofendidas com sua postura: “Sei que alguns adeptos do Candomblé e Umbanda ficaram ofendidos com minha declaração, feita sem nenhuma intenção de desrespeitar a religião de outra pessoa. Não estou aqui querendo justificar a minha declaração e sim pedir desculpas para quem se sentiu ofendido com ela, pois no ato em que falei, jamais tive a intenção de atingir a crença de qualquer pessoa, até porque a minha crença tem como base o respeito a todas as outras. Estamos vivendo tempos de intolerância, tempos desafiadores, tempos de interpretações equivocadas. Utilizei a palavra ‘macumba’ com a forma superficial em que a palavra sempre foi utilizada, de maneira errada, mas que cresci ouvindo essa ‘crença limitante’, disse.

E completou: “Até porque macumba é um instrumento e nada tem a ver com o sentido que falei e que entendemos. Fato é que mais do que ter razão, eu prefiro ter respeito pelo próximo. Muito mais que atacar a outrem, eu prefiro dizer que ainda que a minha crença seja diferente da sua, eu respeito a sua. Esse é o meu dever enquanto ser humano, e se você (adepto a religião) se sentiu ofendido com o meu uso superficial da palavra macumba, entrego o meu sincero pedido de perdão! Sou do lema respeita o meu amém e eu respeito o seu axé”.

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