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Ensino Fundamental da rede municipal de Salvador ultrapassa meta do MEC para 2021

Salvador colhe os frutos do trabalho no Ensino Fundamental. Os resultados da rede municipal no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2019, divulgado na terça-feira (15) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), indicam o avanço. As notas para o Ensino Fundamental I e II no município ficaram acima da média prevista pelo Ministério da Educação (MEC). Na comparação com 2013, houve um crescimento de mais de 40% em ambos os níveis.

No Ensino Fundamental I, que vai do 1º ao 5º ano, a nota da rede municipal da capital baiana passou de 5,3 em 2017 para 5,6 em 2019, ultrapassando não só a meta para o último ano (4,8), mas também a estabelecida para 2021 (5,1). O crescimento foi ligeiramente maior no Ensino Fundamental II, cujos números passaram de 3,9 em 2017 para 4,3 em 2019.

O ensino das escolas públicas do país é avaliado, a cada dois anos, quanto a aprendizagem dos alunos, por meio da Prova Brasil, e rendimento escolar, com a taxa de aprovação, que compõem o cálculo do Ideb.

Entre as capitais, a rede municipal soteropolitana está entre as três que mais avançaram no Ideb nos dois níveis de ensino desde 2013. Após subir duas posições no ranking das capitais no Ensino Fundamental II, a escolas do município de Salvador ficam na 16ª posição da listagem. Já no fundamental I, houve o avanço de uma posição, o que sagrou a cidade da Bahia no 15º lugar. Em 2013, a cidade era a última capital do ranking em ambos os segmentos.

O aumento no índice que mede a qualidade da educação é, para o secretário Municipal da Educação (Smed), Bruno Barral, o resultado da busca da prefeitura de transformar a cidade como um todo. “Houve uma evolução em vários quesitos. Na educação, batemos as metas do MEC e da prefeitura. Tem muito mais a ser feito, mas ficamos satisfeitos com o resultado em tão pouco tempo”, pontua.

O secretário ressalta que os resultados do Ideb são uma construção de anos e que perpassam inúmeras iniciativas da prefeitura, desde a ampliação das vagas até a formação de professores. “Uma das ações principais é a ampliação das vagas na educação infantil. Para aprender, a criança tem que estar na escola. Ainda reformamos escolas, o que cria um ambiente favorável para o aprendizado e a permanência do estudante no curso.Existe o investimento da formação dos professores e diretores”, pontua Barral sobre algumas das ações da pasta. 

Com o projeto Nossa Rede, a secretaria construiu um material próprio, que valoriza a cultura e hábitos locais. Ainda foram implantados os programas Se Liga e Acelera, em conjunto com o Instituto Ayrton Senna, para corrigir a distorção idade/ano. No combate à evasão, a Prefeitura e o Parque Social criaram o Agente da Educação. Também foi criado o Sistema de Monitoramento e Acompanhamento (SMA), que permite o acompanhamento individual dos alunos em vários aspectos além das notas, como frequência e livros lidos.

Diretora da Escola Municipal Joir Brasileiro, Janai Correia percebe os impactos dos esforços da secretaria de educação na melhoria da rede municipal de Salvador. “A prefeitura tem procurado possibilitar a formação para os professores e existe uma preocupação em fornecer um material didático de qualidade. É um conjunto de ações que a secretaria vem empreendendo e isso motiva a escola para procurar sempre aprimorar a qualidade da educação oferecida”, cita a gestora da instituição que ficou com 5,4 no Ideb e está empatada no 1º lugar na lista das unidades de educação do fundamental II municipais e estaduais de Salvador com a melhor nota no índice.

Casos de sucesso
O acompanhamento mais próximo com os estudantes e os pais rendeu bons frutos na Escola Municipal Joir Brasileiro. Segundo a diretora Janai Correia, a instituição estimula os alunos a sempre se esforçaram e buscaram metas grandiosas.

“Os meninos são estimulados a entender o papel do estudo e se interessar por ele. Fazemos reuniões com os pais para passar esse entendimento. Nosso resultado no Ideb é uma construção. Estamos motivando o estudante desde que ele entra na escola. Passamos a ideia de que eles podem sonhar grande e devem estudar para atingir essas metas”, explica.

Motivar o estudante, especialmente o de baixa renda, também é uma das estratégias da Escola Municipal Campinas de Pirajá - a outra unidade escolar que está no topo da lista do fundamental II entre as instituições do estado e do município de Salvador. A diretora Denize Santos Gomes conta que ter uma equipe que trabalha em prol da evolução constante da educação também é fundamental. Para ela, este é um dos diferenciais da escola. 

“Na escola, existe o lema de que aluno não pode ficar sem aula. Se um professor falta, outra aula é dada no lugar, nenhum estudante é mandado para casa. Isso funciona porque temos um grupo de trabalhadores dispostos a colaborar. Ainda buscamos sempre ferramentas novas para promover a interdisciplinaridade”, relata a diretora, que cita o trabalho iniciado pela ex-gestora Rita Argôlo.

Alunos da Escola Municipal Julieta Viana durante aula antes da pandemia (Foto: Divulgação)

No Ensino Fundamental I, a maior nota do Ideb entre as públicas de Salvador é da Escola Municipal Julieta Viana, que ficou com 7,2 na avaliação de 2019 - bem acima da meta de 4,8 para 2021. O trabalho foi iniciado em 2015, com a criação do projeto pedagógico da instituição e a chegada de uma coordenadora pedagógica. 

Lá, os alunos do 5º ano da escola realiza simulados semanais de português e matemática com base na Prova Brasil. Entre o 2º e o 4º ano, estas provas são quinzenais. Os mais novos, do 1º, realizam os testes a cada mês, nesse caso, também com a avaliação da leitura e escrita. “Nossa meta é que eles saiam dessa série sabendo ler e produzir textos pequenos”, comenta a diretora .

Após passar por quatro escolas particulares, foi na Julieta Viana que Antônio Carlos Figueiredo, que é pai de duas alunas da instituição, encontrou o melhor ensino. Ele conta que uma das filhas tinha dificuldades para aprender a ler, o que acabou depois de ingressar na unidade da rede municipal.

“Hoje, minha filha é uma das mais participativas nas aulas. O comprometimento da escola com os alunos faz toda a diferença. Quando minhas filhas faltavam muito, sempre ligavam para a gente. Com isso, eu e minha mulher passamos a ser engajados mais ativamente na educação delas”, conta Antônio Carlos, que, agora, se preocupa com o dia que terá que tirar as meninas da escola.

Maior nota no Ideb
Municipalizada em 2004, a Escola Municipal Julieta Viana, no Pau Miúdo, possui 9 turmas em cada turno e atende 398 estudantes, segundo a diretora Gilmara Santana. A capacidade é para 466 alunos, informa a Smed.

Com três anos, os estudantes já podem entrar na creche da unidade. A escola oferta até o 5º ano, quando o alunos já têm cerca de 12 anos. Atuam na instituição 20 professores.

Boa parte dos alunos de lá mora nas comunidades de sertanejo e pedreira, informa a diretora. Cerca de 10% dos estudantes da escola possuem algum tipo de deficiência. Para eles são ofertadas aulas de reforço no contraturno

Entre 2011 e 2013, a escola passou por uma grande reforma. Lá, os estudantes contam com quadra coberta, biblioteca, refeitório, parque e sala de dança. A instituição surgiu como uma creche do estado.

Garantir a boa nutrição das crianças é uma grande preocupação da escola. Por lá, três vezes por semana, os estudantes de cada turno recebem uma refeição mais reforçada - um almoço fora do horário - na hora do lanche, sempre às 10h e às 3h.

*Com orientação da subeditora Fernanda Varela

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