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‘Família de Dona Ivone sugeriu Fabiana’, diz Elísio Lopes Jr.

Após a cantora paulista Fabiana Cozza desistir de interpretar Dona Ivone Lara (1921-2018) no musical sobre a sambista, o autor e diretor artístico baiano Elísio Lopes Jr. disse que a escolha por Cozza foi uma sugestão da família da própria sambista carioca. “O processo de criação foi acompanhado pela família da Dona Ivone e, ainda em vida, ela aprovou o texto sem ressalvas. Eles sugeriram Fabiana, porque já cantou várias vezes com Dona Ivone e tinha uma relação íntima e de respeito”, explicou Elísio.

Cozza foi selecionada para interpretar uma das três fases da vida da dama do samba, mas após ser acusada de ser “branca demais” nas redes sociais, desistiu do papel no musical Dona Ivone Lara - Um Sorriso Negro. “Renuncio porque falar de racismo no Brasil virou papo de gente ‘politicamente correta’. E eu sou o avesso. Minha humanidade dói fundo porque muitas me atravessam. Muitos são os que gravam o meu corpo. Todas são as minhas memórias”, afirmou ao desejar que o “episódio sirva para nos unir (...) para pensarmos juntos espaços de representatividade para todos nós”.

Elísio disse que, inicialmente, a reivindicação feita na internet parece muito orgânica. "Não é um questionamento que me assuste. Sou negro e convivo diariamente com a questão racial, mas ao mesmo tempo tinham outras vinculações afetivas e artísticas que motivavam a presença da Fabiana”, ressaltou.

O autor destacou, ainda, que o tom das reivindicações passou a ter um caráter pejorativo e isso afetou Fabiana que, “por uma questão de desgaste emocional”, achou difícil continuar. "A gente sabe que fazer parte de um musical exige um nível de dedicação intenso e ela se viu fragilizada", explicou.

Ao todo, o elenco conta com 22 atores, sendo que 21 já estão selecionados. Três vão interpretar diferentes fases da vida da sambista, sendo que Fabiana Cozza viveria a fase de sucesso nos palcos. "Agora tenho o desafio de encontrar uma nova atriz/cantora para ocupar essa vaga que tem um perfil muito específico", reforçou Elísio, sobre a peça-chave do musical que estreia dia 14 de setembro, no Rio de Janeiro.

Sobre a polêmica, Elísio também destacou que “é relevante que toda dor seja respeitada". "Existe uma dor de quem gritou e de quem ouviu esse grito e se sentiu deslocado da própria militância”, ponderou. "Vai ser um espetáculo muito marcante, até porque provocou essa mobilização", defendeu.

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