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Mostra Janelas, da Casa Cor, chama a atenção do público no Parque da Cidade

 (crédito: Edgar Cesar/Divulgação)

(crédito: Edgar Cesar/Divulgação)

Inovação. Essa é a principal marca do tradicional evento arquitetônico de Brasília: a Casa Cor. E, mesmo em período de pandemia, esse selo se manteve na mostra Janelas, inaugurada no Parque da Cidade, em 3 de outubro. No espaço, o público é convidado a refletir sobre como o confinamento mudou a forma de ocupação da casa, através do olhar de 28 arquitetos. A instalação do mobiliário urbano está no Estacionamento 10, materializado em 13 vitrines montadas em contêineres, e está aberta à visitação até 2 de novembro, das 8h às 21h.

A iniciativa homenageia os 60 anos de Brasília e pode ser conferida virtualmente pelo site da Casa Cor — www.janelascasacor.com. Para a exposição presencial, a planta de uma casa foi desenhada em 2,8 mil m², no chão do Parque, simulando portas e janelas. Além de Brasília, a mostra passará por mais 11 cidades dos estados da Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Santa Catarina e São Paulo.

A exposição foi resultado de uma parceria das empresárias Sheila Podestá, Moema Leão e Eliane Martins, diretoras da Casa Cor em Brasília, com a Secretaria de Turismo e a administração do Parque da Cidade. “A Casa Cor tem uma história especial com Brasília. E, este ano, é muito simbólico. Esta edição mostra a capacidade de se reinventar, de transformar em realidade o sonho de cada projeto e oferecer à nossa cidade uma oportunidade única de vivenciar ambientes integrados à natureza e à qualidade de vida”, destaca a secretária de Turismo, Vanessa Mendonça.

Temas

Com 13 temas diferentes, os arquitetos foram convidados a traduzir, em um espaço limitado, o significado da crise sanitária. “Não tinha como não falar da pandemia este ano. O mundo inteiro está olhando para isso. Foi desafiador pegar um espaço pequeno e dar um recado, mas conseguimos”, conta a arquiteta Angela Castilho idealizadora do espaço Pausa, junto com o sócio Alex Rodrigues. Ao entrar no ambiente o visitante se depara com uma composição no conceito wabi sabi (originário no Japão).

“É um estilo que leva a filosofia de se ter apenas o necessário. Envolve os desafios da elegância e da simplicidade”, explica Angela. No espaço encontra-se uma banheira de imersão e uma área para relaxar. “Não tem nenhum eletrônico, é um ambiente limpo de informação, onde a pessoa pode meditar e fugir deste momento de angústia e de medo causado pela pandemia, onde somos bombardeados a todo instante com informações e notícias”, ilustra a arquiteta.

Em Refúgio do leitor, os arquitetos Hélio Albuquerque e Sônia Peres convidam os visitantes a observarem um ambiente de tranquilidade e de diversão. “A leitura virou, para muitos, a fuga, a viagem que deixamos de fazer. Na nossa composição, buscamos colocar elementos de relaxamento, como poltronas e, também, um espaço de pausa, para leitura e, até mesmo, encontro com amigos”, descreve Hélio. “Achei a ideia da planta de uma casa muito boa e desafiadora. A grande dificuldade foi traduzir os sentimentos em pouco espaço”, completa.

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