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Veja divulga áudio de Wajngarten falando em 'incompetência' no Ministério de Saúde

O ex-secretário de Comunicação Social da Presidência Fabio Wajngarten negou ter falado em "incompetência" para se referir à gestão da pandemia pelo Ministério da Saúde. Falando à CPI da Covid, ele alegou que a palavra foi usada na capa da revista Veja, que o entrevistou, apenas como um chamariz. Agora, a publicação divulgou o trecho da entrevista em que ele fala, sim, da incompetência da gestão.

Wajngarten negou também ter chamado o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello de "incompetente". A gravação mostra que ele usou a palavra ao falar das negociações do Ministério da Saúde para compra da Pfizer - na época, a pasta era comandada por Pazuello.

A pergunta feita foi simples: "Foi negligência ou incompetência?", pergunta o jornalista de Veja. Wajngarten é direto. “Foi incompetência. Quando você tem um laboratório americano com cinco escritórios de advocacia apoiando a negociação e tem do outro lado um time pequeno, tímido, sem experiência, é sete a um”, avaliou.

Mais cedo, o senado Renan Calheiros (PMDB-AL) ameaçou pedir a prisão de Wajngarten se ficasse provado que ele estava mentindo na CPI. Os senadores concordaram em pedir à revista a íntegra da gravação da entrevista com o ex-secretário, para entender o que exatamente ele falou e porque diante da comissão adotou outra postura.

"Queria requisitar áudio da Veja para verificarmos se ele mentiu ou não, se ele não mentiu, Veja vai ter que pedir desculpas, se ele mentiu, ele terá desprestigiado e mentido ao Congresso, o que é um péssimo exemplo. Se ele mentiu à revista Veja e a essa CPI vou, requerer a prisão do depoente", disse Renan.

Bolsonaro 'incriminado'
No tumultuado depoimento à CPI da Covid, o ex-secretário de Comunicação da Presidência afirmou que "mergulhou de cabeça" quando soube na "inação" em relação a carta envida pela Pfizer ao Brasil em setembro. Para o relator Renan Calheiros, o depoimento de Wajngarten acaba por "incriminar" Bolsonaro, uma vez que o ex-secretário, para Renan, aponta ter iniciado negociações em nome do Ministério da Saúde e em nome do presidente da República.

Para Renan, isso confirma a existência de um "ministério paralelo", levantado pelos senadores a partir dos depoimentos dos ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich.

"O depoente disse desconhecer a existência. Mas é o contrário. Vossa senhoria é a prova da existência dessa consultoria", disse o relator.

Ao voltar a falar da relação que teve com a farmacêutica, Wajngarten listou três reuniões: a primeira em novembro de 2020, quando o então Gerente Geral da Pfizer no Brasil, Carlos Murillo, o agradeceu por responder a carta; outra em dezembro, quando representantes da Farmacêutica exibiram a caixa de refrigeração então necessária para a manutenção da vacina; e uma terceira em que se debateu a "quantidade de vacinas no menor prazo possível".

Segundo Wajngarten, a partir daquele momento, ficaram registrados na lousa da Secretária de Comunicação por quatro meses as três cláusulas da proposta de contrato com a Pfizer que foram chamadas de "leoninas" pelo governo. "Ficou na lousa da Secom por quatro meses as três cláusulas chamadas de leoninas que impediam maior velocidade de contratação", disse o ex-secretário.

"Presidente sempre reafirmou que compraria qualquer vacina aprovada pela Anvisa", afirmou Wajngarten ao ser questionado sobre a postura de Bolsonaro, que fez diversas críticas públicas aos imunizantes.

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