Portugal

Dois golos de Bruno Fernandes e nove minutos alucinantes. Leia a crónica da vitória do Sporting por 3-1 frente ao Marítimo

Parece que já passou uma eternidade desde que começou a circular o vídeo do caos provocado pelas agressões no balneário de Alcochete. O clima que se respira hoje em Alvalade é muito diferente daquele que terá como uma das imagens mais marcantes a cara de pânico de Bruno Fernandes enquanto vestia uns calções no meio da confusão. Nova vida, e novo presidente que no seu primeiro jogo enquanto dirigente máximo do Sporting viu uma vitória convincente dos leões por 3-1 frente ao Marítimo. Com Bruno Fernandes a capitanear e a bisar.

Para a primeira jornada do grupo D da Taça de Liga, os treinadores não fizeram grandes alterações, apostando numa versão próxima dos onzes mais utilizados. No Sporting, destaque para a titularidade de Bruno Gaspar e Jovane Cabral, uma estreia para os dois, com Nani a ver o jogo da bancada e Beto a estrear-se no banco como "team manager."

E o arranque prometeu, com os leões a partirem para cima do Marítimo e a acumularem situações de algum perigo junto da baliza de Charles Silva, com Raphinha em destaque. A verticalidade do extremo brasileiro foi uma constante e, apesar da tentativa de réplica maritimista, foi sem surpresa que o Sporting chegou à vantagem.

Por intermédio de quem? Era só estar atento ao parágrafo anterior. Após uma perda de bola comprometedora na defesa dos madeirenses, Montero aproveitou para lançar rapidamente Raphinha que, com ajuda de um desvio, bateu o guardião do Marítimo. 1-0 para os leões aos 26 minutos que foram controlando o jogo sem grandes dificuldades até final da primeira parte, com Coates a estar perto de alargar a vantagem mesmo no final.

No arranque dos segundos 45 minutos, o Marítimo procurou responder de imediato e, com o regressado Danny a puxar os cordelinhos, os madeirenses entraram bem e estiveram próximos do golo numa execução vistosa de calcanhar de Jean Cléber. Foi o prenúncio para nove minutos alucinantes em Alvalade que definiram o resto do jogo.

Ora vejamos: 54 minutos e uma bela oportunidade para poder escrever a velha máxima de que quem não marca, sofre. Foi o que aconteceu com os madeirenses, que após falharem o empate, sofreram novo golo. Tudo começou numa arrancada de Jovane Cabral, que só parou dentro da grande área aos pés de Lucas Áfrico (a quem vamos voltar no final do texto, literalmente). Penálti que Bruno Fernandes se encarregou de converter para dar o 2-0 ao Sporting.

Só que o Marítimo não esmoreceu e, pouco depois, reduziu a desvantagem. Se minutos antes, Correa já tinha obrigado Salin a estirar-se para defender a bola, desta feita o avançado não perdoou e fez o 2-1 aos 61 minutos. Só que vivíamos uma fase de parada e resposta e a última estocada não demorou muito. Nem sequer deu para alimentar mais a esperança porque, praticamente no lance seguinte, Bruno Fernandes voltou a marcar, agora com um grande remate, sem hipóteses para Charles.

O 3-1 tirou ímpeto ao Marítimo, enquanto o Sporting foi gerindo o jogo a seu bel-prazer até final, com hipóteses para aumentar ainda mais a vantagem. Jogo que não acabou sem que, tal como prometido, voltássemos aos pés de Lucas Áfrico. Um dos quais acabou no peito de Wendel num lance digno de um filme de artes marciais. Vermelho e confusão no relvado já depois dos 90 minutos que atrasaram o terminar da partida.

Que acabou com a vitória do Sporting e uma estreia vencedora de Frederico Varandas (acompanhado pelo rival de campanha João Benedito). Ainda faltará muito para fazer, mas parece reinar outro espírito para os lados de Alvalade.

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