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Portugal

Espanha ofereceu dois portos para navio com 107 migrantes. Open Arms insiste em Lampedusa, Salvini recusa

O Governo espanhol ofereceu este domingo o porto de Maó, na ilha de Minorca, para receber o navio da organização não-governamental (ONG) Open Arms que transporta 107 migrantes resgatados há mais de duas semanas.

A sugestão do primeiro-ministro em funções, Pedro Sánchez, de um porto “mais próximo” segue-se à primeira oferta, do porto de Algeciras, em Cádis, na Andaluzia. Ambas as ofertas foram declinadas pela ONG espanhola, que argumenta que a situação crítica no interior do navio impede uma viagem tão longa.

A Open Arms insiste em desembarcar na ilha italiana de Lampedusa, a apenas 800 metros de distância, mas o ministro italiano do Interior, Matteo Salvini, não autoriza. Uma fonte da organização sublinhou ao jornal “El País” que, perante as opções de Algeciras, a 950 milhas de distância, e Maó, a 590 milhas, “tem de se impor o porto mais próximo, que está a meia milha”, referindo-se a Lampedusa.

“Iniciar uma viagem de seis dias seria uma loucura”

“A situação é absolutamente insustentável”, disse este domingo a porta-voz da ONG Laura Lanuza à agência de notícias Associated Press. “Há ansiedade e episódios de violência. O controlo da situação é cada vez mais difícil. Iniciar uma viagem de seis dias com estas pessoas a bordo, que estão no limite das suas possibilidades, seria uma loucura. Não podemos pôr a saúde e a vida delas em risco”, acrescentou.

O navio da Open Arms está ao largo de Lampedusa desde 1 de agosto, quando resgatou 147 migrantes do Mar Mediterrâneo, ao largo da Líbia, mas os dois países mais próximos, Itália e Malta, recusam-lhe o acesso aos seus portos. Atualmente, encontram-se 107 migrantes e 19 voluntários a bordo, depois de, no sábado, o Governo italiano ter autorizado a retirada de 27 menores não-acompanhados e pessoas a necessitar de assistência médica urgente.

Portugal entre os países dispostos a receber migrantes

Na quinta-feira, seis países europeus – Portugal, Espanha, Alemanha, França, Luxemburgo e Roménia – ofereceram-se para receber os migrantes a bordo do navio. Contudo, a Open Arms continua sem autorização de Salvini para aportar.

“Depois de 26 dias de missão, 17 dias de espera, uma resolução judicial favorável e seis países dispostos a acolher, querem que naveguemos 950 milhas até ao porto mais distante do Mediterrâneo, com uma situação insustentável a bordo?”, questionou-se este domingo o fundador e diretor da ONG, Òscar Camps, no Twitter.

Horas antes, Camps publicara um vídeo mostrando que alguns dos migrantes se haviam lançado ao mar para tentar chegar a Lampedusa a nado, sendo salvos por socorristas. “Estamos a avisar há dias, o desespero tem limites. Lançam-se à água e os socorristas tentam pará-los”, escreveu.

“A inconcebível resposta das autoridade italianas, e em concreto do ministro do Interior, Matteo Salvini, de fechar todos os seus portos, e as dificuldades expostas por outros países do Mediterrâneo Central levaram Espanha a liderar mais uma vez a resposta a uma crise humanitária”, informou o Governo de Madrid.

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