Portugal

FMI aponta contenção da dívida pública como um dos principais desafios de Moçambique

O representante do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Moçambique apontou esta segunda-feira a contenção da dívida pública como um dos principais desafios do país, considerando fundamental que as negociações com os credores tragam resultados num futuro próximo.

É preciso trazer a dívida pública para uma trajetória sustentável. O ‘stock’ da dívida pública moçambicana é muito superior à média da SADC [Comunidade de Países da África Austral]”, alertou Ari Aisen, falando durante a apresentação, em Maputo, do último relatório do FMI sobre as perspetivas económicas para a África Subsariana.

O documento, lançado no início de maio, indica que a dívida pública moçambicana atingiu 110,1 % do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018, estimando-se que continue a subir até 130,3% do PIB do país em 2022.

Para o representante do FMI em Moçambique, o facto de o Governo moçambicano estar a negociar uma restruturação com os credores é positivo, mas é necessário garantir que o processo apresente resultados rapidamente.”Vamos ter de aguardar para ver o desenvolvimento destas discussões. Temos de ver se há possibilidade de chegar a uma restruturação que traga a posição da dívida para um patamar mais sustentável num futuro próximo”, acrescentou Ari Aisen.

O Governo moçambicano propôs em março um perdão de 50% dos juros em atraso, ou seja, 124,5 de 249 milhões de dólares, e três opções de reestruturação que alargam os prazos de pagamento.

As organizações da sociedade civil moçambicana e partidos políticos da oposição têm vindo a acusar o Governo de falta de transparência e de uma gestão fraudulenta do processo. Em causa está um rombo nas contas públicas de Moçambique, que nasceu em 2013 e 2014.

Três empresas públicas com negócios de fachada, segundo uma auditoria internacional, contraíram dívidas de cerca de dois mil milhões de dólares (cerca de um oitavo do PIB do país, à data) com base em garantias do Estado assinadas à revelia da lei, das autoridades e dos parceiros, naquele que ficou conhecido como o escândalo das dívidas ocultas.

Apesar da insustentabilidade da dívida pública, Ari Aisen disse que “há boas notícias” para Moçambique, destacando melhorias no ambiente político-militar, com a situação de paz que o país vive após confrontações militares entre as forças governamentais e o braço armado do maior partido de oposição.

“A inflação baixou consideravelmente, isto é um grande ganho para a economia, as reservas internacionais aumentaram e a taxa de câmbios se estabilizou. Isto cria espaço para que outros indicadores melhorem”, observou Ari Aisen, avisando, no entanto, que os desafios persistem. “A questão essencial agora é descobrir como criar um ambiente de negócios que permita ao setor privado investir mais e fazer a economia crescer”, observou o representante do FMI, sugerindo a adoção de taxas de juro mais baixas e políticas mais simples para estimular investimentos.

Football news:

Fabregas on the best coaches in their careers: Guardiola, Mourinho and Wenger. The way Jose played with my mind was unbelievable
Napoli will extend the contract with Gattuso until 2023
Henri knelt for more than 8 minutes in the first match in charge of Montreal, honoring the memory of George Floyd
Kalu moved from Herta to Botafogo
Goalie of the banner of Labor, who was hit by lightning: everything is good at the moment. Back soon
Ole Gunnar Solskjaer: I Think it was a penalty against Aston Villa
Philadelphia played in t-shirts with the names of black people who died at the hands of the police