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“Hoje teria feito exactamente o mesmo expediente”, diz agente de esquadra de Alfragide

A juíza dá oportunidade ao arguido: “Não deve ter sido um expediente fácil, pode ter havido uma imprecisão que queira corrigir. Este é também o momento.” Mas na sala do Tribunal de Sintra, nesta segunda-feira, Luís Assunção, chefe da Esquadra de Investigação Criminal de Alfragide da Polícia de Segurança Pública (PSP) reitera: “Se fosse hoje, teria feito exactamente o mesmo expediente”, respondeu.

Minutos antes, o polícia que está acusado pelo Ministério Público e teve um processo disciplinar instaurado pela Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI) por ter alegadamente falsificado o auto de notícia no caso dos 17 agentes acusados de racismo, tortura entre outras crimes, explicou ter havido para alguma confusão no momento em que começou a elaborar o expediente. Por estar a ser contactado pela comunicação social, que diz desconhecer como soube do sucedido, e por os chefes quererem saber informações depois de veiculadas notícias sobre a alegada “tentativa de invasão de esquadra” por seis jovens da Cova da Moura.

Ao contrário do que os outros agentes disseram em sessões anteriores, afirmou, a visita de um superior hierárquico àquela esquadra nesse dia não aconteceu para “dar os parabéns” pelo controlo da alegada invasão mas para se “inteirar da situação” e ver como estavam as coisas. Se houvesse irregularidade “seria o primeiro a participar”, avisou. Negou qualquer exercício de violência sobre os jovens. 

A acusação do Ministério Público divide-se em dois momentos: um primeiro, em que uma equipa da PSP vai à Cova da Moura fazer patrulhamento e detém Bruno Lopes, alegando que este tinha atirado pedras à carrinha da polícia – aí, o agente Nunes terá disparado dois tiros e atingido duas moradoras; um segundo, quando amigos deste jovem, entre eles um membro da direcção do Moinho da Juventude, instituição galardoada com prémio de Direitos Humanos da Assembleia da República, se dirigem à esquadra para pedir esclarecimentos mas acabam detidos e acusados de invasão da esquadra.

Até agora foram ouvidos sete dos 17 arguidos. E até agora todos mantêm a tese de que os seis jovens da Cova Moura que se deslocaram à esquadra no dia 5 de Fevereiro de 2015 participaram numa “invasão” para tirar da esquadra um amigo, Bruno Lopes, detido horas antes na Cova da Moura. Defendem também que levaram o jovem para a esquadra depois de este ter atirado pedras à carrinha da polícia. Um dos agentes, que é referido como autor de dois disparos de shotguns – a primeira, na Cova da Moura, atingindo duas moradoras, e a segunda na esquadra da Alfragide – foi ouvido na última sessão a 22 de Maio e disse que apontou "para o ar". E atirou também na esquadra, atingido a perna de um jovem, Celso Lopes, justificando-o que era “para acabar" com a alegada “invasão”. O agente João Nunes disse que não tinha notado que havia ferido o jovem. Também Luís Assunção afirmou nesta segunda-feira que não ouviu queixas do jovem baleado. 

O despacho da acusação refere que este jovem, “em consequência directa e necessária das agressões” de que foi vítima, sofreu uma lesão “ao nível da coxa esquerda causada por projéctil de arma de fogo”.

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