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Portugal

Independentistas em minoria na Catalunha nas legislativas espanholas

Apesar de a Esquerda Republicana da Catalunha (ERC) ter sido o partido mais votado na região para estas legislativas (13 deputados e 22,6%, ou seja, 870 mil votos), os partidos independentistas não estão em maioria. Dos 48 deputados eleitos pelo círculo catalão, 23 serão independentistas e 25 não-independentistas.

Aos 13 assentos da ERC somam-se oito do Juntos pela Catalunha (JxC, independentistas de centro-direita, a antiga Convergência Democrática dos ex-presidentes regionais Artur Mas e Carles Puigdemont), e dois da estreante Candidatura de Unidade Popular (CUP), uma força política antissistema de esquerda radical.

O JxC, que tinha sete deputados, ganhou um. A ERC cai de 15 para 13. Contando com o par de eleitos da CUP, o independentismo tem um ganho líquido de um assento. Votaram nestas três forças 1,43 milhões de eleitores catalães, ou seja, cerca de 42%..

Já o bloco não-independentista totalizou 1,8 milhões de votos na Catalunha, ficando com 25 deputados. Serão 12 para o Partido dos Socialistas Catalães (ramo regional do PSOE, sem alterações desde abril), 7 para o Em Comum Podemos (também sem mudanças neste ramo do Unidas Podemos, que é contra a independência apesar de aceitar um referendo sobre a mesma), 2 para o PP (tinha 1), 2 para o Vox (tinha 1) e 2 para o Cidadãos (tinha 5).

No Congresso haverá forças nacionalistas e regionalistas de outras paragens: nacionalistas bascos moderados (PNV, 7 assentos) e radicais (EH Bildu, 5), Coligação Canária (2), Bloco Nacionalista Galego (1), Partido Regionalista da Cantábria (1) e Teruel Existe (1).

A formação de esquerda Mais País inclui um deputado do partido regionalista valenciano Compromisso. À hora em que este texto foi escrito o único assento pela cidade de Melilha estava em disputa entre o PP e uma formação local, a Coligação por Melilha. Separavam-nos só umas dezenas de votos e a atribuição oficial do deputado ia oscilando.

Divisão e tumultos

O escrutínio revela, pois, uma Catalunha tão dividida como mostraram as ruas de Barcelona e outras localidades nas últimas semanas. A crise catalã dura há anos e agudizou-se desde 2017 com a tentativa de secessão de Puigdemont, na sequência de um referendo ilegal.

O antigo presidente está hoje fugido na Bélgica, havendo companheiros seus que trocaram Espanha pela Escócia ou a Suíça. Na cadeia estão nove outros dirigentes do então governo regional, que o Supremo Tribunal espanhol condenou recentemente a penas de 9 a 13 anos de prisão por sedição e peculato. Entre eles está Oriol Junqueras, que era número dois do governo regional e líder da ERC.

A sentença levou milhares às ruas, maioritariamente para protestos pacíficos, mas com franjas radicais que promovem tumultos e atos de vandalismo.

Fiéis da balança

Noutros tempos os partidos catalães eram, não raro, garantes da estabilidade quando havia governos minoritários do PP ou do PSOE. A Convergência Democrática da Catalunha chegou a apoiar os executivos do popular José María Aznar ou do socialista José Luiz Rodríguez Zapatero.

A nível do poder regional também houve entendimentos. A Convergência, hemegónica durante muito tempo, perdeu o governo autonómico em 2003 para uma coligação entre socialistas, ERC e a formação ecologista Iniciativa pela Catalunha-Verdes, hoje diluída no Podemos.

Essa coligação, conhecida em Espanha como “tripartito”, governou a Catalunha sob a liderança dos socialistas Pasqual Maragall (2003-06) e Josep Montilla (2006-10). Os nacionalistas recuperaram o poder em 2010 com Artur Mas (até 2016), Puigdemont (até 2017) e o presidente atual é Quim Torra, indicado pela JxC, sucessora da Convergência.

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