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Mais de 800 vítimas civis no Afeganistão no primeiro semestre de 2020

Os beligerantes devem "redobrar os esforços para evitar o sofrimento de civis" na "perspetiva de um diálogo de paz que começa este mês entre o governo afegão e os negociadores talibãs", afirmou a Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão (UNAMA, na sigla em inglês) num comunicado.

Na nota informativa, a UNAMA referiu que prevê que o governo afegão e os talibãs iniciem no decorrer deste mês as conversações de paz em Doha, no Qatar.

"Foi necessário muito trabalho árduo e decisões corajosas para que os afegãos se encontrem nas vésperas do início de negociações inter-afegãs sem precedentes", declarou a chefe da UNAMA, Deborah Lyons, citada na mesma nota.

Mas, segundo advertiu a representante, "existem alguns agitadores que não querem ver o fim da guerra".

"Não importa que táticas utilizem para tentar fracassar o processo de paz, não podemos deixá-los ter sucesso", frisou Deborah Lyons.

Mais de 800 civis "ficaram feridos ou mortos em ataques deliberados" entre o início de janeiro e o final de junho, metade dos quais a ONU atribui às forças talibãs.

A violência diminuiu no Afeganistão desde que os talibãs anunciaram um cessar-fogo de três dias, no final de maio, por ocasião do fim do Ramadão (o jejum obrigatório, um dos mais importantes eventos religiosos no mundo islâmico).

No entanto, as autoridades afegãs têm afirmado que os ataques realizados por forças insurgentes recomeçaram nas últimas semanas.

Várias explosões mataram recentemente líderes religiosos (imãs) e defensores dos direitos humanos na capital afegã, Cabul, e um comando não identificado invadiu em maio uma maternidade gerida pela organização não-governamental (ONG) Médicos sem Fronteiras, também em Cabul, matando na altura 25 pessoas, incluindo 16 mulheres.

Na segunda-feira, e durante uma conversa com o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, os talibãs renovaram o compromisso de respeitar o acordo assinado no final de fevereiro com os Estados Unidos, que visa a retirada de tropas estrangeiras do Afeganistão em troca do início de um diálogo de paz.

"Estamos empenhados em iniciar o diálogo inter-afegão (...), mas os atrasos na libertação dos prisioneiros têm atrasado as conversações", declarou o principal negociador dos talibãs, o Mullah Abdul Ghani Baradar.

O acordo de fevereiro, assinado em Doha e que não foi ratificado por Cabul, previa a libertação de 5.000 prisioneiros talibãs e de mil membros das forças de segurança afegãs mantidos em cativeiro pelos insurgentes.

Segundo a UNAMA, 3.404 civis foram mortos e outros 6.989 sofreram ferimentos no Afeganistão em 2019.

Em dezembro passado, a missão da ONU no Afeganistão estimou que o conflito afegão, iniciado em 2001, terá feito mais de 100 mil vítimas civis, entre mortos e feridos, durante o período específico de 2009-2019.

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