Portugal

Rio lamenta "grande défice" de participação das mulheres na vida política

RUI MANUEL FARINHA/LUSA

Presidente do PSD diz que é importante reforçar essa participação, admitindo que, em "algumas circunstâncias", isso possa ser feito através de quotas. E frisa que a formação é "vital" para que a política seja mais do que andar “em eleições uns contra os outros”

Rui Rio lamentou este sábado que ainda exista "um grande défice" de participação das mulheres na vida pública e na atividade política em Portugal. O presidente social-democrata participava, através de uma mensagem gravada em vídeo, na 4.ª Academia de Formação Política para Mulheres do PSD e admitiu que ainda há trabalho a fazer no combate a essa forma de desigualdade.

Na intervenção que fez na sessão de abertura, que durou pouco mais de cinco minutos, Rio defendeu que a melhor maneira de reforçar a participação das mulheres é "de uma forma natural", embora tenha advertido que, em “algumas circunstâncias”, tal poderá ser acelerado através de uma imposição da lei, como as quotas obrigatórias, que vigoram para as listas de candidatos à Assembleia da República, Parlamento Europeu e órgãos eletivos locais.

Na iniciativa promovida pelas Mulheres Social-Democratas, estrutura informal presidida pela deputada Lina Lopes, Rio considerou ainda ser “vital” uma maior aposta na formação pelos partidos para que a política seja mais do que andar “em eleições uns contra os outros”, algo que considerou “apenas um mal necessário”.

O presidente do partido aproveitou para recordar que, há quase trinta anos, num grupo de trabalho de reforma da lei do financiamento dos partidos, se bateu, sem sucesso, para que existissem verbas consignadas à formação política, que os partidos só receberiam se a fizessem.

Se isso tivesse acontecido, salientou, hoje teríamos políticos mais qualificados e adesão das pessoas às forças partidárias teria "mais a ver com as suas ideias e menos com contar uns votos, arranjar umas fichas e umas quotas para ganhar isto e aquilo, que é uma lógica completamente perversa da atividade política e partidária”.

O líder social-democrata disse que, por esta razão, procura dar sempre “um grande apoio” aos que apostam na formação política no quadro da vida partidária e reforçam a sua qualidade. “Um dia”, expressou ainda, pode ser que o país perceba a importância da formação política.

A iniciativa deste sábado foi organizada pelas MSD e pelo PSD em parceria com o Instituto Francisco Sá Carneiro e a Fundação Konrad Adenauer e, devido às restrições sanitárias impostas pela pandemia de Covid-19, será feita num formato híbrido, com um número reduzido de participantes presenciais, e as restantes a assistir em plataformas online.

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