Sao Tome
This article was added by the user . TheWorldNews is not responsible for the content of the platform.

INAC defende compensações para a AFRIJET continuar a voar entre STP e a sub-região

O Instituto Nacional de Aviação Civil, INAC, interveio no litígio entre a Empresa Nacional de Aeroportos (ENASA) e a companhia aérea sub-regional a AFRIJET, para por água na fervura.

O litígio entre a ENASA e a AFRIJET provocou a suspensão dos voos da companhia aérea que ligava São Tomé à Libreville-Gabão e a Douala nos Camarões.

No dia 22 de Março a companhia AFRIJET com sede em Libreville publicou um comunicado dando conta que suspendeu as suas operações em São Tomé, por alegada degradação do clima operacional no aeroporto de São Tomé.

Após 6 anos de operações ininterruptas em São Tomé, a companhia aérea sub-regional, protestou contra a decisão da ENASA de reter o seu aparelho, exigindo o pagamento de cerca de 200 mil euros de taxas aeroportuárias em atraso.

A companhia privada gabonesa AFRIJET, ripostou considerando as acusações da ENASA como caluniosas, e decidiu suspender sine die as suas operações em São Tomé.

Vladimir Vera Cruz(na foto) administrador técnico do INAC garantiu para o Téla Nón que a instituição que fiscaliza as operações aéreas no país, conseguiu aproximar as duas partes em litígio.

«Já tivemos reuniões conjuntas com a ENASA e AFRIJET, e da forma cordial como se deu e esses encontros tudo leva a crer que haverá solução», afirmou Vladimir Vera Cruz.

Segundo o INAC o ministro das infra-estruturas Osvaldo Abreu também participa nas negociações. O Estado são-tomense já manifestou para a AFRIJET o reconhecimento do esforço feito pela companhia aérea em assegurar a ligação entre São Tomé e Príncipe e a sub-região em momentos difíceis.

Fotografia de um aparelho da AFRIJET

«No período da Covid-19 em que o retorno era muito baixo, os dados estatísticos que temos aqui no INAC, indicam que a AFRIJET fez voos com 3 a 5 passageiros. O aparelho da companhia tem 32lugares. São voos não rentáveis. O INAC ao intervir disse que era preciso ver isto», realçou Vladimir Vera Cruz.

Compensações estão a ser preparadas para a AFRIJET. «O governo entende que isso deve ser reconhecido, e que temos que buscar formas de compensar a operadora, talvez com isenção suspensão temporária de alguma cobrança, isso está a ser estudado», pontuou.

A rota assegurada pela companhia gabonesa, é para o governo muito importante. O Administrador técnico do INAC dizer uma rota de comércio que abastece o mercado nacional.

O aparelho utilizado pela AFRIJET tem uma forte componente cargo, ou seja, transportadora de cargas.

«A componente cargo era desenvolvida sobretudo para os Camarões. Os nossos comerciantes fazem compras no Togo ou nos Camarões e têm que trazer as mercadorias com certa urgência, e na questão de cargo, a AFRIJET é a única companhia que faz transporte de cargas para São Tomé», confirmou Vladimir Vera Cruz.

Governo prepara compensações que possam permitir a remota o mais breve possível dos voos da companhia AFRIJET.

Abel Veiga