Sao Tome
This article was added by the user . TheWorldNews is not responsible for the content of the platform.

STP: CRISE SOCIAL À VISTA!

No dia 25 de maio celebrou-se o dia de África. Gostei das actividades, dos trajes e sobretudo de algumas reflexões que li nas redes sociais. E, sobre o papel da juventude no processo de desenvolvimento do continente já escrevi no meu (nosso) livro “ Pontos de Vista” onde também está incorporado a carta africana da juventude.

Agora a minha proposta é que falemos do caso particular de STP. Antes de mais quero chamar atenção que este texto posiciona-se acima dos interesses de todos os partidos políticos. Aqui, pretende-se ter uma abordagem supra-partidos, por este motivo apela-se a uma reflexão concentrada em torno dos superiores interesses do país, exercício que é sempre muito difícil quando se tem os olhos vedados com a bandeira dos partidos políticos.

Há um exército de miúdos (as) dos seus quinze (15) aos vinte e dois anos (22) anos que ninguém parece ter controlo deles. Os pais abdicaram da educação desses miúdos e o Estado também mostra-se impotente. São altamente indisciplinados e, vivem com a lógica invertida dos conceitos de ter e ser. Assimilaram a ideia do querer ter antes de ser, e é assim que actuam no dia-a-dia.

Não precisamos de muito para inferirmos que estamos perante uma crise social. Esta inversão que vivemos são sintomas de uma sociedade doente, que caminha para o abismo. O debate sobre a autoridade do Estado é sem dúvidas um tema para o assunto em análise. Não tenho elementos científicos, muito menos dados para comparar, todavia parece-me que os países organizados e com a presença da autoridade do Estado são mais desenvolvidos.

Ainda tenho na minha mente a imagem violenta de uma aluna que esbofeteou a outra colega num dos liceus do país. De igual modo, arrepiou-me quando vi imagens da quantidade de sangue que um indivíduo perdeu no recinto de um dos postos de abastecimento de combustível quando foi esfaqueado por um outro indivíduo, por questões menor.

Aqui, estamos perante uma acção de um adulto, ou seja, não estamos a falar de um acto praticado pelos miúdos da faixa etária que fiz referência em cima (15 -22 anos). Por isso, é uma crise que não reside só nos mais novos, embora concentra-se com maior ênfase nos mais novos, mas é uma crise de âmbito geral. Há indivíduos que normalizam tudo isso, como sendo coisa que sempre aconteceu nas ilhas. Não…não minha gente! O exagero e sobretudo a inclinação para a anarquia é cada vez maior.

Todos os dias há informação de muita violência, filhos chegam a bater na mãe…

Juntando-se a esta inversão de valores sociais, estão as dificuldades económicas. Há quem entenda que a crise social deriva das dificuldades económicas. É um assunto que não vou desenvolver aqui, visto que não constitui o escopo central desta reflexão.

Nota final: Ou fazemos alguma coisa agora para travar isto ou vamos ter de viver numa selva muita violenta e com todas as consequências associadas.

Carlos Barros Tiny