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2º webinário do Prêmio Correio de Futuro apresenta ideias para o jornalismo

Para inspirar e orientar os interessados em concorrer ao Prêmio Correio de Futuro, o Jornal CORREIO promoverá, nesta quinta-feira (6), às 19h, a segunda edição do webinário gratuito para tirar dúvidas sobre a inscrição e também para apresentação de iniciativas que podem servir de referência para a criação de projetos. O tema do prêmio deste ano é voltado para o desenvolvimento de soluções para o monitoramento de dados públicos da Bahia. Quem deseja participar do webinário pode se inscrever clicando aqui.

Editor de Inovação do CORREIO, Juan Torres explica que a videoconferência tem formato de bate-papo e contará com participantes da última premiação. 

“Embora tenha esse nome de webinário, ele é um bate-papo mesmo, uma reunião em que as pessoas falam. Não é uma apresentação de um para muitos, as pessoas podem ficar à vontade, abrir o microfone, falar, perguntar. A gente explica como funciona a inscrição no prêmio e destaca os pontos importantes. Teremos participantes do ano passado que vão explicar porquê é bom participar e como serve para aprendizado, para a formação”, adianta ele. 

No último webinário, que ocorreu no dia 30 de julho, um estudante de Jornalismo comentou que tinha algumas ideias para inscrever, mas não sabia bem como executá-las porque não possuía habilidades em tecnologia. Um professor de Tecnologia Artificial da Universidade Federal da Bahia (Ufba) que participava da reunião sugeriu que tinha alunos que podiam formar dupla com o estudante. Ou seja, o webinário é também oportunidade de encontrar parceiros.

O Prêmio Correio de Futuro

Uma ideia inovadora, que mude as concepções do trabalho dentro da redação do jornal e que facilite a apuração das notícias diariamente. Esse é o intuito do Prêmio Correio de Futuro, que chega a sua segunda edição num formato que une comunicação e tecnologia, sendo realizado de forma 100% virtual. As inscrições vão até 9 de agosto e podem ser feitas no site www.premiocorreiodefuturo.com.br.

A premiação é aberta não só para quem se encaixa nas áreas de Tecnologia da Informação ou Comunicação, mas também para quem tenha uma boa ideia e queira executá-la.

Criatividade
Juan conta que as ferramentas desenvolvidas pelos participantes devem auxiliar o jornalista, através da tecnologia, a monitorar ou capturar informações com maior facilidade. Juan dá o exemplo de plataformas que podem resgatar informações de bancos de dados públicos de toda a Bahia e acrescentar às matérias, como aconteceu em 2018, quando uma reportagem do CORREIO foi publicada abrindo dados sobre a balneabilidade de praias baianas.

Foram retirados dados de mais de 1.400 PDFs, em parceria com a Escola de Dados. Outra ferramenta que segue a mesma lógica é a Operação Serenata de Amor, uma inteligência artificial (IA) que alerta quando um deputado tem gastos com a alimentação fora do padrão. Tudo isso facilita o trabalho de quem está na redação.

E como funciona o processo de seleção? Já na inscrição, os competidores são desafiados a “explicar a importância do seu projeto”, como define Juan, através de um questionário. Essa é uma forma de avaliar a criatividade e o alcance que a ferramenta pode ter. Após a seleção dos candidatos, chega a hora de uma conversa ao vivo com a bancada do Jornal CORREIO, formada pelos profissionais da empresa, entre eles o editor-chefe do Correio24horas, Wladmir Lima, a editora-chefe do jornal impresso, Linda Bezerra, além de Juan Torres. 

Como não há um número máximo ou mínimo de participantes por fase, é só desenvolver bem a sua ideia e ser criativo para carimbar o passaporte para a semifinal. 

Essa foi a fase que os estudantes de jornalismo Thídila Salim e Carlos Magno, ambos de 24 anos, chegaram na edição de 2019. Eles haviam apresentado um projeto de agenda cultural online, para que a cobertura dessa editoria fosse mais ampla. “Eu acho que nós, estudantes de jornalismo, ficamos muitas vezes fechados no nosso cantinho. E a proposta de poder agregar pessoas de outras áreas do conhecimento é bem enriquecedora. Inclusive, a gente só conheceu o Emanuel Estrela, estudante de TI que fez parte da nossa equipe, por causa do concurso”, lembrou Thídila. 

Para Carlos, que ainda não havia visitado uma redação de jornal, o momento foi muito marcante: “Foi uma experiência muito massa. Sempre fui mais voltado para a carreira acadêmica e naquele momento, no CORREIO, vi uma outra possibilidade, de um ambiente muito bom, ainda mais com essa discussão de tecnologia que tínhamos no projeto”.

Nessa penúltima fase, será preciso tornar a sua ideia um pouco mais concreta, apresentando de forma detalhada como será o seu funcionamento. Aqui o grande desafio será o pitch que cada representante ou equipe deverá fazer. Serão cinco minutos para desenvolver a prática da sua ferramenta e convencer a equipe do jornal a comprar a sua ideia. 

Já na final, o evento se torna um pouco maior. Além do público, que poderá assistir a transmissão, a equipe do CORREIO convida uma parte da comissão julgadora. No ano passado, quem esteve na sede do jornal foi a argentina Florencia Coelho, que é Gerente de Pesquisa e Treinamento em Novas Mídias do La Nación, e ministrou uma palestra. Juan lembra dos momentos finais, que foram bem acirrados e fizeram jus ao desempenho das equipes. 

“A previsão do comitê era de uma reunião de 15 minutos para definirmos o vencedor, mas demoramos quase 50. Isso porque debatemos as ideias que estavam todas excelentes. Foi mais um momento de uma boa troca de ideia e muita informação”. Daqui sai o projeto vencedor, que passará por um período de desenvolvimento de três meses, junto com a equipe do CORREIO, até que seja colocado em prática.

Aprendizado
Para quem venceu em 2019, além de ter o contato com o dia a dia do jornal, o que mais valeu foi o processo percorrido até o troféu. Ícaro Carneiro, 23, é formado em sistema de informação pela Uneb, e não fazia ideia de como viabilizar algo para a comunicação. Ao se juntar com Elisa Brotto, 23, que é estudante de jornalismo pela Unifacs, desenvolveram o Leitor Pauteiro, ferramenta que permite que o público que acessa o correio24horas sugira pautas para serem apuradas pela redação. 

“É uma competição acirrada. O mais legal de tudo isso é ter vivido o evento, não só o pós, que são os meses de desenvolvimento. Além das reuniões com Juan, onde a gente entendia a prática de como funcionaria dentro do grande jornal do nosso estado”, lembrou. Elisa completa que a partilha de ideias é fundamental para a inspiração: “Você percebe que não está sozinho. Quando você pensa que pode mudar algo, lembra que outras pessoas também pensam assim”.

E se mesmo depois de entender cada passo a passo e se inspirar com essas histórias você ainda não se convenceu a participar, a estudante de jornalismo lembra de uma frase muito importante: “O não você já tem. Se inscreva, não custa nada. Além de ser um aprendizado você carrega uma experiência muito boa. Tente e você pode se surpreender lá na frente”, finalizou.

Inovação
O professor do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Professor Milton Santos (Ihac/Ufba) e coordenador do Laboratório de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Interatividade, Computação e Novas Interfaces (ICON), Francisco Barretto, acredita que o contexto interdisciplinar é propício para o desenvolvimento de ideias inovadoras. Barretto explica que a inovação é uma reutilização ou reassociação de um recurso existente, sendo capaz de ser um motor da economia e alterar a forma como as relações sociais são estabelecidas. 

“Nesse sentido, a aplicação da inovação ao jornalismo é fundamental para provocar a sua adaptação para as mudanças sociais e tecnológicas. O impresso, por exemplo, é importante para algumas pessoas, já outra parcela da população acessa a informação de uma forma diferente. É importante que haja a adaptação para atender essa nova demanda e modalidade de consumo de informação”, pontuou o professor.

Mentor de três equipes que chegaram à final do Prêmio Correio de Futuro no ano passado, Barretto afirma que a iniciativa incentiva seus participantes a aplicarem os conhecimentos acadêmicos na prática.

“Muitas vezes, o estudante tem um embasamento, mas tem a dificuldade de conectar o conhecimento com o que é produzido na prática. O prêmio também é um caminho saudável para contribuir para solucionar problemas reais da sociedade de forma geral. Se a colaboração de alguma forma facilitar o trabalho do jornalismo, a sociedade de beneficia pois o jornalismo bem feito tem o impacto de supervisionar a atuação dos entes públicos”, ressaltou

Para a professora da Faculdade de Comunicação da Ufba e coordenadora do Grupo de Pesquisa em Jornalismo On-Line (GJol) , Suzana Barbosa, o prêmio é uma oportunidade para refletir sobre as redações e com os profissionais podem inovar na área. “Esses concursos buscam despertar no estudante o pensamento sobre o fazer jornalístico, seus desafios e como contribuir para o novo”, afirmou.

Para a inovação, é necessário pensar em modos distintos de fazer o jornalismo, não só com a agregação de tecnologia, mas também com uma abordagem social, ressaltou Barbosa. "É necessário pensar o que pode ser agregado ao fazer jornalístico que seja capaz de acrescentar possibilidades de melhoria de alguns processos para facilitar o trabalho e garantir conteúdos qualificados, apurados e checados. Que se possa pensar no novo para se entregar melhores produtos para atender o que a sociedade espera do jornalismo. Por exemplo, a inovação pode expandir o acesso a informações para que as pessoas possam formar opinião para construir a cidadania”, disse a pesquisadora.

Barbosa aponta ainda que empresas de comunicação, em especial os grande veículos, buscam investir em inovação, inclusive, com laboratórios focados no tema. 

O Prêmio Correio de Futuro é um projeto do Jornal Correio, com o patrocínio do Hapvida, apoio da Claro, parceria do Sebrae e o apoio institucional da Brasil. io.

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