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Academias terão revezamento proibido e máscara na hora do treino; veja o que muda

Treinar de máscara, mesmo em atividades aeróbicas e de alto impacto como o crossfit, não revezar os equipamentos com o colega e agendar o horário da atividade são algumas das regras para a reabertura das academias de ginástica, segundo o protocolo da fase 2 da retomada econômica, divulgado nesta quarta-feira (05), pelo prefeito ACM Neto.

As academias - mais de 2.150 na capital -, não vão poder abrir aos domingos, só de segunda a sábado. Não há limitação de horário de funcionamento, isso ficará a critério de cada empresa, mas o aluno só poderá entrar com agendamento e permanecer na unidade por 1 hora. 

“Ninguém vai poder chegar na academia, bater na porta e dizer tô entrando. Para haver o controle do número de pessoas e o cumprimento das normas de distanciamento, estamos exigindo o agendamento prévio”, explicou o prefeito ACM Neto.

Como é obrigatório que os equipamentos sejam higienizados a cada uso, está proibido o revezamento dos aparelhos, prática comum nos espaços. Já as atividades coletivas, como aulas de dança e crossfit, serão permitidas desde que haja marcação no solo, distancia de 2 metros entre os alunos e duração máxima de 45 minutos. 

“Se alguém não consegue fazer atividade física de máscara, nesse momento, essa pessoa, infelizmente, não vai poder ir para a academia. E se a academia permitir que o aluno ou funcionário fique sem máscara, vamos interditar o local”, reforçou Neto. 

Além disso, os estabelecimentos poderão abrir de segunda a sábado, mas sem horário de funcionamento determinado. Cada cliente poderá permanecer pelo período máximo de uma hora por dia dentro do espaço e está proibido a utilização de leitores biométricos. Também é de responsabilidade do aluno higienizar o aparelho, equipamento ou utensílios com álcool 70%, que será fornecido pela unidade.  

“Com certeza, os alunos não vão encontrar a academia como eles deixaram. Alguns equipamentos precisamos desativar, para priorizar o distanciamento social. As esteiras, por exemplo, uma está ativa e outra não. Alguns bancos regulares, que ficam livres para as pessoas fazerem exercícios, foram retirados. Também tiramos os equipamentos e acessórios de difícil higienização, como caneleira com velcro”, explicou Guilherme Reis, coordenador geral da Rede Alpha Fitness, que possui nove unidades em Salvador.

Para estimular a atividade em casa e por motivos de segurança, a Alpha também está com um aplicativo de celular no qual os alunos conseguem marcar o horário que vão realizar a atividade, liberar o acesso ao estabelecimento e ter acesso a vídeos de aulas de exercícios.

“Como cada pessoa terá 60 minutos para fazer o treino, essas aulas são uma forma de continuar as atividades em casa também”, acrescentou Guilherme.   

Segundo as novas regras, o limite máximo de ocupação das academias será de um cliente a cada seis metros quadrados. Essa dimensão, no entanto, não deve impactar a ocupação desses espaços. “Só poucas unidades tinham uma frequência e tamanho que superava a capacidade estabelecida. Como temos a oportunidade de marcar o horário, estamos confiantes de que não teremos aglomerações”, explicou Guilherme.  

Distanciamento dos equipamentos e marcações no chão já foram feitos na Alpha Fitness (Foto: divulgação)

Na academia R1 Sports Club, que possui três pisos e uma dimensão de cerca de 1,3 mil metros quadrados, o gerente administrativo Marcio Sales terá mais facilidade para promover o distanciamento social. “Ainda assim, interditamos equipamentos, vamos transferir as aulas para a cobertura, que é um espaço mais aberto, e vamos priorizar higienização, segurança e conforto”, disse.  

Segundo Marcio, a unidade vai voltar funcionar com a mesma quantidade de trabalhadores que tinha antes da pandemia e, devido sua dimensão, poderá comportar até 100 alunos por hora. “Isso dividido nas diversas atividades que ele pode realizar no espaço, ou seja, sem causar aglomerações”, explicou.  

Repercussão
Tanto Marcio como Guilherme ficaram contentes com os protocolos emitidos pela prefeitura. O mesmo sentimento está presente em Rogerio Moura, presidente do Conselho Regional de Educação Física da 13° Região (Cref-13).

“Só não esperávamos a proibição da piscina. Haveria limitação das pessoas no local por raia e tem o cloro, que impede a contaminação do vírus pela água. Mas a expectativa é de que cumpramos todos os protocolos. Se alguma academia não cumprir, é dever do cliente denunciar”, alertou.  

De acordo com o Cref, são cinco mil profissionais de educação física na cidade. “Academia é essencial, é um centro de saúde. Nós combatemos a pandemia, pois lutamos contra comorbidades que agravam a ação do vírus, como a obesidade. A academia cuida da saúde e nós estamos convencidos de que ela é uma atividade essencial”, disse Rogerio.  

O advogado Gustavo Henrique, 27 anos, pensa o mesmo: “Tenho muitos vizinhos com problemas de saúde que precisam usar a academia por saúde mesmo, algo receitado pelos médicos. Para eles, essa volta vai ser muito importante”, disse. Gustavo tem o hábito de malhar nesses espaços desde os 15 anos. Esses quase cinco meses foram o período mais longo que ele ficou, desde então, longe do treino.  

“Com certeza, voltarei assim que reabrir. O máximo que fiquei longe da academia foram cinco semanas. Gosto de me exercitar. Vou usar máscara, já recebi o comunicado da academia de como proceder lá dentro, vou higienizar todos os aparelhos que eu for usar e também sempre vou estar passando o álcool em gel na mão, evitando levá-lo ao rosto”, disse.  

O braço forte revela o hábito de Gustavo na malhação (Foto: arquivo pessoal)

A soteropolitana Danielle Costa, que tem o costume de malhar na academia do seu prédio, está ansiosa para a reabertura. “Tenho feito caminhadas nas ruas da Pituba, bairro onde moro. Mas quero sim frequentar a academia: fazer uma bike, esteira. Eu gosto mais desse exercício aeróbico do que a musculação. Passo cerca de uma hora me exercitando”, afirmou. 

Para o infectologista do Hospital Instituto Couto Maia, Fabio Amorim, esse retorno deve ser cuidadoso. “Algumas academias funcionavam como verdadeiros shoppings. As pessoas iam para socializar. Esse ambiente pode ser danoso. Pela manutenção dos cuidados e zelos, tem que manter a academia com as regras do protocolo”, afirmou.  

Sobre o uso da máscara durante o treino, o médico é a favor da medida. “Temos que evitar a disseminação de gotículas. Sei que é desconfortável e não é o ideal, mas é o que tem que ser. É o possível, nesse momento”, defendeu.

Fábio destacou ainda que a atividade física é importante para a saúde do aluno, mas ela não reduz o risco de ser infectado ou apresentar sintomas da covid-19. “Ela melhora, por exemplo, no ponto de vista emocional e no sedentarismo, mas não reduz o risco de pacientes serem acometidos pelo vírus”, ensinou.

Confira em detalhes as regras do protocolo das academias de ginástica 
- poderão abrir de segunda a sábado, com horário de funcionamento a ser estabelecido por cada uma
- o limite máximo de ocupação será de 1 cliente a cada 6m2;
- cada cliente poderá permanecer pelo período máximo de 1 hora por dia;
- o agendamento prévio do horário de treino é obrigatório
- não devem ser utilizados leitores biométricos para liberação da entrada
- o uso de máscaras é obrigatório durante todo o período de permanência dos alunos, inclusive na realização de atividades aeróbicas e crossfit;
- cada aluno deve higienizar o aparelho, equipamento e/ou utensílios antes e após seu uso, com álcool 70% ou similar
- não poderá haver compartilhamento de equipamentos, aparelhos e quaisquer utensílios;
- fica proibida a realização de exercícios ou movimentos em dupla, trio ou grupo;
- deverão ser disponibilizados kits de limpeza em pontos estratégicos, contendo toalhas de papel e produto específico de higienização para que os clientes possam usar nos equipamentos de treino, como colchonetes, halteres e máquinas. No mesmo local, deve haver orientação para descarte correto e imediato das toalhas de papel;
durante o horário de funcionamento, cada área do estabelecimento deverá ser fechada, em um intervalo máximo de 2 horas, para limpeza geral e desinfecção dos ambientes;
- em caso de atividades de crossfit ou semelhante, os equipamentos devem ser de uso individual e o posicionamento de cada aluno deve ser demarcado no solo, respeitando as regras de distanciamento mínimo de 2m;
- as aulas de crossfit deverão ter duração máxima de 45 minutos, com intervalo mínimo de 15 minutos entre elas, para higienização dos equipamentos e dos espaços, sempre mantendo janelas e portas abertas, quando possível;
- as aulas coletivas terão duração máxima de 45 minutos, com intervalo mínimo de 15 minutos entre elas para higienização dos equipamentos e dos ambientes, e o espaço de cada aluno deverá ser demarcado no chão, observado o afastamento mínimo de 2m;
- no espaço das aulas coletivas fica proibida a permanência de pessoas que não tenham agendamento para horário específico;
- deverá ser comunicado aos clientes que, caso desejem utilizar toalhas ou garrafas de água, estas serão, obrigatoriamente, de uso pessoal e não poderão ser emprestadas ou compartilhadas;
- deverá ser mantido o afastamento entre os equipamentos de, no mínimo, 1,5m de distância, inclusive esteiras, bicicletas e similares e aqueles que não atendam ao distanciamento mínimo deverão ser isolados por meio de barreiras físicas e permanecer desligados;
- deverá ser delimitado com marcação no chão o espaço em que cada cliente deve se exercitar nas áreas de peso livre e nas salas de atividades coletivas, sempre considerando o distanciamento mínimo de 1,5m;
- fica proibido consumo de alimentos no local;
- os sanitários deverão dispor de pias, preferencialmente sem acionamento manual, com água, sabão, papel toalha e lixeira com tampa e acionamento por pedal, sendo vedado o uso de secadores de mãos automáticos;
- próximo a todos os lavatórios, devem ser afixadas instruções sobre a correta higienização das mãos, inclusive quanto à forma correta de fechamento das torneiras de acionamento manual;
- fica proibido o uso de chuveiros, vestiários, saunas, banhos turcos, jacuzzis, poltronas de massagem e similares;
quando possível, as portas dos sanitários, vestiários e outras áreas de uso comum deverão permanecer abertas para beneficiar a ventilação e evitar o uso de maçanetas e puxadores;
- os bebedouros não poderão ser utilizados;
- as piscinas deverão permanecer fechadas;
- deverá ser permitido, quando solicitado, o congelamento de planos de clientes acima de 60 anos;
- as cantinas poderão vender água para consumo no local, desde que as embalagens sejam devidamente higienizadas com álcool 70% no momento da venda e os demais produtos, desde que industrializados e nas embalagens originais do fabricante, poderão ser comercializados exclusivamente para consumo fora das academias, desde que higienizados com álcool 70% no ato da venda;
- quando possível, deve-se manter as portas e janelas abertas para melhorar a ventilação do local e, no caso de ambiente refrigerado, o sistema deve ser mantido em ventilação, não podendo ficar no modo de recirculação do ar;
- as academias situadas em áreas comuns de prédios e condomínios edilícios poderão funcionar desde que obedeçam às medidas estabelecidas no Protocolo Geral e às determinações de higienização, limpeza, distanciamento mínimo, rodízios de usuários e outras normas estabelecidas pelos respectivos condomínios.

*Com orientação da chefe de reportagem Perla Ribeiro

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