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Brazil

Ato pró-Bolsonaro divide caminhoneiros, insatisfeitos com alta do diesel

Greve dos caminhoneiros em 2018. Foto: Thomaz Silva/Agência Brasil

Jornal GGN – A alta do diesel e falta de fiscalização sobre a lei do frete são dois fatores responsáveis pela insatisfação da categoria dos caminhoneiros com o governo e deve diminuir a adesão da classe nos atos planejados no próximo 26 em apoio ao presidente Bolsonaro. É isso que mostra reportagem da Folha, publicada nesta terça-feira (21).

“A nossa classe está dividida em sete partes”, disse Fabiano Márcio da Silva, caminhoneiro de Governador Valadares ao jornal. Ele contou que ainda não sabe se irá ou não à manifestação. “Só [sei] que sou a favor do governo, sou patriota”.

Ele contou ainda que os grupos do WhatsApp, montados pela categoria desde os protestos que paralisaram o país em 2018, têm pessoas de todos os aspectos políticos, desde esquerda até aqueles que apoiam intervenção militar. “A política [das eleições] acabou, mas o pessoal não quer largar”, explicou.

Em um vídeo compartilhado em um dos grupos, o líder Salvador Edmilson Carneiro, o Dodô, de Riachão do Jacuípe, no norte da Bahia disse: “Tem a questão do óleo diesel, que hoje ninguém aguenta mais. A categoria vai acabar parando de novo. Parando por falta de condição de trabalhar, não vai ser nem para exigir alguma coisa”. O caminhoneiro criticou ainda o governo por manter a política de reajustes dos combustíveis.

Já Vanderlei Alves, conhecido como Dedeco, divulgou um vídeo e criou uma imagem de celular chamando os caminhoneiros para o ato do dia 26. “Quem puder pegar seu caminhão e ir à manifestação da sua cidade, vá. Para mostrar que os caminhoneiros está com o governo, com a governabilidade desse governo”. Segundo ele, o Planalto está sendo chantageado pela Câmara dos Deputados.

Ao mesmo tempo, outro líder importante da categoria, em termos nacionais, Wallace Landim, o Chorão, divulgou que vai às manifestações, mas não representando os caminhoneiros: “Eu fui candidato nas últimas eleições e apoiei o governo. Então, eu, como Wallace Landim, vou”, disse.

Setores do movimento de caminhoneiros já estavam trabalhando na realização de outro protesto, não para apoiar Bolsonaro, mas para pressionar o Planalto a baixar o preço do óleo diesel. Alguns estão, inclusive, viajando para Brasília, com esse objetivo.

“Chegando em Brasília a gente vê o que vai aprontar por lá. Se vai fazer uma manifestação, uma carreata. A gente vai para cima do governo botar pressão”, afirmou Marconi França, caminhoneiro do Recife.

O grupo deve chegar em tempo de acompanhar a última audiência sobre a nova tabela de frete que está sendo desenvolvida pela Esalq-Log, da USP, a pedido do governo.

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