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Babbel participa de iniciativa para reduzir violência verbal contra as mulheres

violência verbal contra mulheres

No Brasil, a violência contra as mulheres tem se intensificado nos últimos anos. De acordo com o monitoramento Um Vírus e Duas Guerras, uma mulher morre a cada nove horas, durante a pandemia. O dado é alarmante, mas pode ser ainda pior, já que muitos casos não são levados para as autoridades.

Além de punições mais severas, uma das formas de combater o problema é atacando a causa principal: o machismo estrutural que começa pela linguagem. Grande parte das pessoas cresce ouvindo e até repetindo frases violentas que tratam o sexo feminino como mais frágil, vulgar, histérico, etc. Diante disso, o aplicativo de idiomas Babbel, considerada uma das empresas de educação mais inovadoras, está realizando uma campanha para reduzir a violência verbal.

A ação tem também a participação dos movimentos Me Too Brasil e Instituto Maria da Penha. O intuito é fazer com que a sociedade reveja a forma com que trata as mulheres. Além, é claro, de conscientizá-las para frases que podem parecer inofensivas, mas que podem sugerir comportamentos agressivos no futuro.

Como é possível identificar a violência verbal?

Por fazer parte da cultura popular, diversas palavras, frases e expressões associadas a mulheres podem não ser percebidas como ofensivas — até mesmo por elas. Esse é o grande problema. Uma mulher pode ter contato com essa linguagem, sem questionar ou entender o que há por trás. No entanto, a violência verbal costuma ser o primeiro sinal de algo mais grave, capaz de terminar em um desfecho fatal.

Para alertar, a Babbel, o Me Too e o Instituto Maria da Penha listaram as principais frases relacionadas à violência verbal contra mulheres. São elas:

● “você é minha e de mais ninguém”: sem crítica, a frase pode ser entendida como “romântica”, no entanto, o significado verdadeiro é de ciúmes possessivo;

● “não presta nem para cozinhar”: costuma ser dita por quem enxerga a mulher como a única responsável pelos afazeres domésticos;

● “você não vai sair assim”: a expressão designa a mulher como uma posse;

● “aquilo é mulher de malandro mesmo”: a afirmação significa que mulher que se preze tem de se portar e se vestir de uma certa maneira para ser respeitada por homens. Caso contrário, ela corre o risco de ser considerada vulgar e não digna de respeito – o que acaba justificando assédios e até estupros;

● “mulher tem que se dar ao respeito”: usada para menosprezar e culpar a mulher em caso de assédio ou outro tipo de violência que ela venha a sofrer.

A página da ação “A violência começa em palavras” tem ainda mais informações e pode ser acessada gratuitamente. A campanha se junta a outras iniciativas que prezam pelo respeito às mulheres e por uma sociedade mais justa.

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