Cientistas afirmam que apenas 3% da superfície terrestre permanece intacta

Vista de área desmatada na Floresta Nacional Bom Futuro, em Rondônia

16/04/21 - 17h39 - Atualizado em 16/04/21 - 17h41

Por Kanupriya Kapoor

CINGAPURA (Reuters) – Muito pouco do mundo de hoje se parece com o planeta Terra de 500 anos atrás. Na verdade, somente 3% da superfície terrestre pode estar ecologicamente intacta — isto é, ainda abrigando toda sua espécie nativa e livre da degradação pela atividade humana, de acordo com novas pesquisas.

A descoberta publicada nesta quinta-feira na revista Frontiers in Forests and Global Change representa um valor muito menor do que as estimativas anteriores, levantadas com base em imagens de satélite, que sugeriam que cerca de 20% a 40% dos ecossistemas terrestres ainda não tinham sido danificados.

Para o novo estudo, no entanto, os cientistas realizaram uma extensa pesquisa sobre a cobertura florestal e perda de espécies para entender melhor o que estava acontecendo no interior das florestas do mundo.

Os habitats ainda intocados atualmente, com a mesma abundância de espécies que havia no ano 1.500 d.C., foram encontrados principalmente em regiões consideradas inóspitas para os seres humanos, incluindo o Deserto do Saara e regiões frias da Groenlândia e norte do Canadá.

Outros habitats intactos estavam em meio a áreas sob extrema pressão de desmatamento e desenvolvimento econômico, incluindo partes da Amazônia.

Os autores argumentam que essas áreas devem ser uma prioridade de conservação no futuro, embora o estudo tenha constatado que apenas 11% dessas áreas estão sob proteção atualmente.

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