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Epidemiologista da Fiocruz-Amazônia faz apelo por envio de missão da OMS a Manaus

"Manaus está completamente perdida no meio desta pandemia. Não sabemos mais o que fazer para controlá-la", diz o pesquisador e epidemiologista da Fiocruz-Amazônia Jesem Orellana

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Martin Bernard, correspondente da RFI no Brasil - Jesem Orellana, pesquisador e epidemiologista da Fiocruz-Amazônia faz um verdadeiro pedido de socorro. O médico, que mora há 16 anos em Manaus age sob o choque de uma crise sanitária sem precedentes e pede que a OMS envie urgentemente uma missão ao local. 

Segundo ele, não é mais possível confiar nos governantes brasileiros. "Manaus está completamente perdida no meio desta pandemia. Não sabemos mais o que fazer para controlá-la", afirma. 

Orellana diz que tudo indica que o que agravou a situação na capital amazonense foi a variante brasileira do coronavírus "em termos de contaminações e pressão dos serviços de saúde". "Sobretudo, essa mutação causou mais mortos. Não sabemos mais a quem apelar", salienta.

Nas últimas semanas, Manaus virou um verdadeiro cenário de guerra, com hospitais superlotados, multiplicação de infecções e óbitos, além da falta de oxigênio para o tratamento de casos mais graves da doença. Dezenas de pacientes morreram por asfixia ou por falta de assistência médica.

A cidade já havia sido extremamente castigada na primeira onda da Covid-19 no Brasil, em abril 2020. Devido à falta de espaço nos cemitérios, a prefeitura se viu obrigada a abrir fossas comuns para enterrar as vítimas da doença. No entando, segundo Orellana, a situação é muito pior atualmente.

Caos se espalha pelo estado 

A crise sanitária não atinge apenas Manaus. Em Iranduba, cidade de 50 mil habitantes a 40 quilômetros da capital amazonense, vários hospitais estão superlotados devido a essa nova onda de contágios atribuída à variante brasileira. 

No hospital Hilda Freire, quase todos os 30 leitos estão ocupados por pessoas infectadas pelo coronavírus e 15 mortes foram registradas entre a última segunda (18) e quarta-feira (20), mais do que nos últimos quatro meses. As reservas de oxigênio que antes duravam duas semanas agora se esgotam em apenas um dia. 

O único acesso a Iranduba é uma estrada onde alguns trechos estão bloqueados por terem sido danificados após fortes chuvas na região. É por esse caminho que devem passar os pacientes em estado grave para chegar até Manaus, a única das 63 cidades do estado a dispor de uma UTI e de onde são enviados os cilindros de oxigênio. 

A cerca de 85 quilômetros a oeste de Iranduba, a cidade de Manacapuru registra 223 mortes por Covid-19 por 100 mil habitantes. Essa é a taxa mais elevada do Amazonas. Na terça-feira (19), um atraso na entrega de oxigênio em uma cidade próxima, Caori, resultou na morte por asfixia de sete infectados pelo coronavírus. 

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