logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo logo
star Bookmark: Tag Tag Tag Tag Tag
Brazil

Instituição que atende crianças em risco social na Lapinha, OAF completa 60 anos

Há 60 anos, a professora Dalva Mattos se comprometia em cuidar de crianças carentes e grávidas desamparadas da cidade de Salvador. Morta em 1996, ela fundou a Organização do Auxilio Fraterno (OAF), que, até os dias de hoje, tem o comprometimento de dar amparo a quem precisa.

Na manhã desta quinta-feira (11), uma missa foi celebrada em homenagem à criação da instituição e àqueles que ajudam a manter o local de portas abertas. 

No auditório da OAF, localizada na Rua do Queimadinho, bairro da Lapinha, o arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, dom Murilo Krieger, iniciou a cerimônia religiosa lembrando da importância da entidade para cidade e o estado.

Atualmente, as grávidas já não recebem mais auxílio na organização, mas o atendimento às crianças em situação de vulnerabilidade social continua.

Funcionamento
O espaço atende, hoje, cerca de 80 crianças encaminhadas pelo Conselho Tutelar, Ministério Público (MP-BA) e pela 1ª Vara da Infância e Juventude, a maioria delas vítima de abandono e abuso sexual.

Cleide Carvalho, coordenadora do serviço social, explica que as crianças recebem acompanhamento de assistentes sociais e psicólogos, além de terem um suporte de aproximadamente 60 cuidadoras, que os acompanham desde recém-nascidos até a adolescência – a mais velha tem 16 anos.

Cleide Carvalho, com bebê no colo, coordena o serviço social da OAF (Foto: Marina Silva/CORREIO)

Com exceção de raros casos em que as crianças deixam o abrigo por decisão da Justiça, a maioria só vai embora quando encontra um novo lar ou ao completar 18 anos, quando atingem a maioridade e já são capazes de trabalhar.

Também existem casos onde crianças voltam para seus antigos lares - isso acontece quando há comprovação que as suas famílias têm condições de ampará-las. 

“Somos uma organização de auxílio fraterno. Aqui, as crianças recebem um acompanhamento pedagógico, de serviço social e psicológico”, completa a coordenadora. 

Ajuda e agradecimento
O diretor presidente da OAF, Josias Sousa da Silva, conta que nem sempre foi fácil manter as portas da entidade abertas, já que eles sofrem com falta de recursos financeiros, o que dificulta a manutenção da estrutura e o atendimento às crianças. 

“Comparando essa obra a uma pessoa, a OAF estava numa Unidade de Terapia Intensiva e graças ao apoio e a ajuda de pessoas que, tendo conhecimento da causa, perceberam que ela estava ao ponto de morrer, contribuindo para nos mantermos vivos”, conta o diretor.

Entre os homenageados na missa de 60 anos da OAF estavam o diretor executivo de televisão da Rede Bahia, João Gomes, e o vice-prefeito de Salvador, Bruno Reis, ambos presentes na celebração; além do presidente da Rede Bahia, Antonio Carlos Júnior, que não pôde ir à celebração por questões de agenda.

“São 60 anos de uma instituição que é voltada para a caridade e assistência à criança e o adolescente, que passam por uma situação de abandono e risco. É um prazer enorme da Rede Bahia poder cumprir esse papel. Faz parte da nossa missão”, disse João Gomes.  

Crianças do bairro da Liberdade e Lapinha integrantes do Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia (Neojiba), que funciona dentro da sede da OAF, fizeram uma apresentação durante a cerimônia religiosa, antecedendo o agraciamento dos homenageados que receberam uma medalha. 

*Com supervisão da chefe de reportagem Perla Ribeiro.

Themes
ICO