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Italiano Cesare Battisti é preso na Bolívia

SÃO PAULO, 13 JAN (ANSA) – O italiano Cesare Battisti, foragido desde dezembro passado, foi preso no fim da tarde deste sábado (12) em Santa Cruz de la Sierra, cidade mais populosa da Bolívia.   

A captura foi noticiada pelo jornal Corriere della Sera e confirmada pelo embaixador da Itália no Brasil, Antonio Bernardini, em seu perfil no Twitter. “Battisti preso!”, comemorou o diplomata.   

Segundo o Corriere, Battisti foi detido por volta de 17h (horário local), por uma equipe da Interpol formada por investigadores italianos. Ele não opôs resistência e usava calças e camiseta azuis, óculos de sol e uma barba falsa.   

Battisti foi levado para uma delegacia, e a Bolívia ainda não anunciou se o extraditará para a Itália. Ainda de acordo com o Corriere, a Interpol já suspeitava que o italiano estivesse escondido em Santa Cruz de la Sierra desde antes do Natal. O jornal diz que Battisti tinha o andar “cambaleante”.   

Em outubro de 2017, ele havia sido preso perto de Corumbá (MS), tentando entrar na Bolívia com o equivalente a mais de R$ 20 mil em moeda estrangeira. Battisti alegou na época que queria apenas comprar material de pesca e roupas de couro, mas acabou virando réu por evasão de divisas.   

Histórico – Ex-membro da milícia de extrema esquerda Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), o italiano foi condenado em contumácia em seu país à prisão perpétua por quatro assassinatos e envolvimento com o terrorismo na década de 1970.   

Como foragido, Battisti passou por França e México, antes de chegar ao Brasil, onde quase foi extraditado por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto um decreto assinado por Luiz Inácio Lula da Silva no último dia de seu segundo mandato como presidente deu ao italiano a permissão para ficar no país.   

Com o impeachment de Dilma Rousseff, a Itália apresentou um novo pedido de extradição e encontrou o parecer favorável de Michel Temer, mas uma liminar do ministro do STF Luiz Fux impediu que ele fosse entregue ao país europeu.   

Em dezembro passado, contudo, o mesmo Fux derrubou a liminar e decidiu que Temer tinha poder para reverter o asilo concedido por Lula. Na sequência, o então presidente assinou o decreto de extradição, porém Battisti conseguiu escapar das autoridades brasileiras, fugindo até Santa Cruz de la Sierra, onde foi capturado. (ANSA)

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