Morreu o cantor folk Graeme Allwright

Foto de 25 de fevereriro de 1978 de Graeme Allwright - AFP/Arquivos

O cantor francês de origem neozelandesa Graeme Allwright, conhecido por ter adaptado várias músicas de artistas folk americanos e franceses, faleceu neste domingo aos 93 anos, anunciou sua família à AFP.

“Ele morreu essa noite, no asilo onde ele residia há um ano”, em Seine-et-Marne, declarou sua filha Jeanne Allwright.

“Era um cantor engajado pela justiça social, um cantor um pouco hippie, à margem do show business, que rejeitava a televisão. Ele cantou até o final, adorava estar no palco”, explicou um de seus filhos, Christophe Allwright

Nascido na Nova Zelândia em 1926, Graeme Allwright iniciou sua carreira como ator na Inglaterra após a Segunda Guerra Mundial, antes de se estabelecer na França em 1948. Ele se lançou na música aos 40 anos de idade, com um primeiro disco em francês em 1965 chamado “Le trimardeur”, adaptado do “cantor de protesto” Pete Seeger.

Seu repertório contestador, antimilitarista e profundamente humanista ressoa com as aspirações da juventude francesa da época.

“Petites boîtes” (adaptação de Malvina Reynolds), “Jusqu’à la ceinture” (Pete Seeger), “Qui a tué Davy Moore?” (Bob Dylan), “Johnny” (texto original) e especialmente “Le jour de clarté” (Peter, Paul & Mary), seu maior sucesso, tornaram-se hinos em maio de 68.

Na década de 1970, adaptou muitas músicas do canadense Leonard Cohen, incluindo “Suzanne”.

Também era conhecido por ter escrito em 1968 a canção de Natal para crianças “Petit Garçon”, versão francesa de “Old Toy Trains”, de Roger Miller, ou “Sacrée Bouteille” (de “Bottle of Wine”, de Tom Paxton).

Ele se apresentou até 2015.

Em 2010, a Academia Charles Cros concedeu a ele um “grand prix in honorem” por toda a sua carreira. Foi pai de quatro filhos, Nicolas, Christophe, Jacques e Jeanne.

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