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Nascimento de quíntuplos no PR deixou até obstetra impressionada

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Os quíntuplos foram para casa 87 dias após o parto – Foto:
Reprodução/Instagram de Aneli e Luís

O nascimento de quíntuplos em um hospital no Paraná deixou até mesmo a equipe médica do hospital surpresa. Mas gestações desse tipo são sempre de risco.

Segundo a obstetra Carolina Burgarelli, da Maternidade Pro Matre Paulista. “As principais complicações nesse tipo de gravidez estão relacionadas à prematuridade”, afirma.

A obstetra responsável do caso de quíntuplos no Paraná, Marina Nunes Machado, conta que a gestação e parto de Anieli Camargo Kurpel, a mãe, foram tranquilos.

Carolina explica que dois terços dos partos de múltiplos são prematuros e que quando são mais de três bebês é certeza que nascera prematuro. Além disso, as complicações aumentam se os gêmeos forem idênticos e dividirem a mesma placenta. No caso de Anieli, cada bebê tinha sua própria placenta.

Luis Henrique, Jhordan, Tiago, Laura e Antonella nasceram com 28 semanas — uma gestação normal leva entre 37 e 42 semanas.

“A Aneli começou a ter os sinais de que ia nascer na sexta-feira, mas ela segurou até segunda, que é quando completaria 28 semanas” afirma Luís Fernando Araújo, pai das crianças.

Caroline ressalta que gestações como essa exigem fazer um pré-natal de alto risco. “Aumenta a frequência de consultas, de ultrassonografias e temos uma preocupação extra com a detecção precoce de doenças relacionadas à gravidez”, afirma a obstetra.

Em gestações de múltiplos, a mulher tem uma chance aumentada de ter diabetes gestacional e pré-eclâmpsia, aumento da pressão arterial.

Além disso, o útero pode ficar mais estendido do que ele tolera, o que aumenta o risco de perda sanguínea da mãe na hora do parto e dificulta o puerpério, período para que os órgãos da mulher se recuperem após o nascimento dos filhos.

Apesar disso, Mariana Nunes afirma que a recuperação de Aneli foi rápida. “Nem parecia que tinha tido filho”, afirma.

Mariana conta que, devido ao risco da gravidez, a mãe foi para o hospital alguns dias antes do nascimento.

“A equipe criou um afeto por eles. O parto foi a parte mais emocionante. Além de ser lindo, estávamos muito preocupados com as possíveis complicações”, afirma a obstetra.

Esse foi o primeiro caso de quíntuplos da carreira de Mariana, que já trabalha na área há 12 anos. “Como aqui é gravidez de risco, sempre tem múltiplos, mas eu nunca tinha visto quatro, quiçá cinco”, conta.

Carolina afirma que 1% das gestações são múltiplas. “O que temos são estudos até trigemelares espontâneas, que ocorre uma vez a cada 2.000. Como a gente sabe que isso vai em uma progressão geométrica, as quíntuplas são muito menores, então é muito raro”, explica.

Segundo os pais e a obstetra, todas as crianças se recuperaram bem e evoluíram rápido. Elas passaram 87 dias no hospital.

“Foram 60 dias na incubadora, antes de irem para o bercinho, a gente poder pegar eles, e a Aneli poder amamentar. Foram os dias mais difíceis”, afirma o pai.

Antonella foi a primeira a nascer e a que teve mais complicações. “Ela ficou bem embaixo na barriga, e os outros apertavam muito ela, mas ela também evoluiu muito bem”, explica Araújo. Assim que nasceu, a caçula teve uma parada cardíaca, mas se recuperou após a massagem cardiorrespiratória.

Carolina explica que quando os bebês estão na mesma placenta pode ser que se faça um parto prematuro planejado, devido ao risco de enroscamento no cordão umbilical.

Outra complicação possível que pode ocorrer nesses casos é a síndrome da transfusão feto fetal, em que um dos bebês recebem mais sangue que o outro. O considerado doador cresce menos e pode ter anemia. O receptor pode ter insuficiência cardíaca.

Para o pai o momento mais emocionante foi a volta para casa. Hoje as crianças mamam de três em três horas e, por esse motivo, é necessário suplementar a alimentação.

“A mulher sempre produz leite suficiente, a própria amamentação estimula a produção de leite. Em caso de múltiplos é necessário suplementar, porque cada mamada dura cerca de 40 minutos, não dá tempo de a mama encher novamente para todos”, explica a obstetra.

Segundo o pai eles gastam de 70 a 80 fraldas por dia. O casal criou uma vaquinha online e um Instagram para arrecadar dinheiro. “Nenhuma família está preparada para cinco”, afirma.

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