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12/05/21 - 15h59

OSLO, 12 MAI (ANSA) – A Noruega decidiu nesta quarta-feira (12) retirar definitivamente a vacina anti-Covid produzida pela AstraZeneca de sua campanha de vacinação devido ao risco de vacinados desenvolverem casos raros de coágulos sanguíneos.   

A decisão foi anunciada durante coletiva de imprensa pela primeira-ministra norueguesa, Erna Solberg, que também informou a suspensão temporária do imunizante da Janssen, braço belga da Johnson & Johnson.   

“O governo decidiu que a vacina da AstraZeneca não deve ser usada na Noruega, nem mesmo voluntariamente”, disse ela, acrescentando que o imunizante da Janssen, por sua vez, poderá ser reservado apenas para voluntários desde que siga as recomendações feitas por especialistas.   

A premiê da Noruega ainda justificou essas medidas com o registro das raríssimas complicações graves identificadas após a administração dessas vacinas, que usam a mesma tecnologia do adenovírus.   

A decisão foi tomada após um comitê de especialistas aconselharem o país a não utilizar as doses devido ao risco de efeitos colaterais graves, embora raros.   

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e a Organização Mundial da Saúde (OMS), por sua vez, recomendam o uso dos imunizantes, julgando que seus benefícios superam os riscos.   

A Noruega suspendeu o uso do fármaco da AstraZeneca em 11 de março e não começou a aplicar as doses da Johnson & Johnson por suspeita de causar efeitos colaterais semelhantes, depois que foram registrados casos de trombose nos Estados Unidos.   

No entanto, apesar da suspensão da vacina de dose única, o governo se recusa a desistir do imunizante. “Queremos criar suprimentos de emergência que possamos usar se as infecções aumentarem ou se houver falhas na entrega de outros fabricantes de vacinas”, explicou Solberg.   

Das 135 mil doses de vacina da AstraZeneca aplicadas até meados de março na Noruega, oito casos de trombose grave, quatro deles fatais, foram registrados em pessoas relativamente jovens e saudáveis.   

Agora, o governo norueguês está considerando devolver suas doses aos países da União Europeia (UE), que as forneceram, ou, alternativamente, fazer uma doação para as nações pobres, por meio do programa Covax.   

“É uma vacina eficaz que é utilizada em muitos países e queremos garantir que as doses sejam úteis a outros países que possam estar em situação de saúde mais grave que a nossa”, afirmou o ministro da Saúde, Bent H?ie. (ANSA)

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