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Presidente da Cemig foi escolhido por Amoêdo para tirar a empresa de Minas Gerais

Coisas estranhas estão acontecendo na Cemig, desde que o inexpressivo Zema assumiu o governo de Minas Gerais

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Queda na qualidade dos serviços, perseguição aos empregados, proposta de mudar a sede para São Paulo, escolha do novo presidente em processo suspeito, contratos sem licitação, adoção de questionáveis métodos de “coach” para a alta direção: a receita do confuso e descompromissado Zema, para privatizar a Cemig, que há pouco mais de dois anos era considerada a melhor companhia elétrica do país.

ZEMA QUER DESTRUIR O QUE JK CONSTRUIU

Coisas estranhas estão acontecendo na Cemig, desde que o inexpressivo Zema assumiu o governo de Minas Gerais. Os usuários dos serviços da companhia mineira se queixam da súbita queda na qualidade no atendimento da empresa, que era considerada a melhor do setor no país no seu setor. Esta é uma estratégia clássica utilizada a fim de preparar empresas para a privatização, pois irrita seus consumidores, que passam a exigir mudanças.

No bojo desta conspiração ilegal, para vender a companhia fundada por Juscelino Kubitschek, surgiu inclusive uma proposta extremamente ofensiva aos mineiros: mudar a sede da empresa, para São Paulo. 

Há, também denúncias de que a Cemig passou a perseguir funcionários de carreira contrários à privatização. De acordo com os sindicatos dos eletricitários e dos engenheiros, várias demissões e afastamentos de profissionais, feitas pela direção da empresa, ocorreram porque esses funcionários de carreira são contrários à privatização. Mais de 15 superintendentes de carreira ou gerentes foram afastados desde que Zema assumiu o governo.

Enquanto isso, o atual presidente da Cemig, Reynaldo Passanezi, foi escolhido em um bizarro processo, no qual a empresa de consultoria responsável pela sua seleção, foi contratada depois que ele havia assumido o cargo.

De acordo com dirigentes sindicais e especialistas em energia, o desastrado método de contratação do presidente serviu para justificar a instalação de um executivo pouco qualificado no comando de uma das maiores empresas do país. 

Matéria do boletim da Associação dos Beneficiários da Cemig Saúde e Forluz, de 21 de janeiro de 2021, a Cemig pagou R$ 170 mil à EXEC, empresa de seleção de executivos de São Paulo, para fazer a seleção do presidente da companhia, quando Cledorvino Belini (ex-Fiat) estava na iminência de deixar o cargo em dezembro de 2019. O problema é que o valor do serviço de seleção foi pago, quando o atual presidente da Cemig já estava selecionado em janeiro de 2020.

Reynaldo Passanezi Filho, tomou possem em 13 de janeiro de 2020 e assinou o contrato para o pagamento de sua própria seleção em 20 de janeiro de 2020. No mínimo, uma sobrenatural viagem no tempo.

Segundo Luiz Tito, colunista do jornal O Tempo, João Amoêdo, presidente nacional do Partido Novo, participou desta escolha suspeita.

A contratação foi feita sem concorrência, sem licitação, sem que a contratada revelasse o preço dos seus serviços, a amplitude da pesquisa para seleção dos candidatos, nada. Na documentação oficial há apenas uma mera cartinha com a impressão dos nomes dos sócios da EXEC, dizendo da tarefa para a qual estariam ocupados, ou seja, selecionar ‘um executivo’. 

A afirmação de especialistas do setor de que Reynaldo Passanezi é despreparado para o cargo parece ser confirmada por mais uma trapalhada da atual direção da estatal mineira. 

A Cemig contratou um “coach” para auxiliar o presidente da empresa, por R$ 156 mil pelo prazo de dois anos. O contrato foi feito em 29 de setembro de 2020 e publicado no Diário Oficial do dia 14 de outubro de 2020. O processo de coaching do presidente da Cemig teve início no dia 1º de outubro.

Segundo a publicação do Diário Oficial, a empresa Wladimir Ganzelevitch Psicologia Ltda foi contratada “para os serviços de aplicação dos processos, técnicas e ferramentas de coaching executivo para o desenvolvimento do Presidente da Cemig”. A empresa é da cidade de São Paulo (SP) e seu dono, Wladimir Ganzelevitch, é formado em Pedagogia e Psicologia. 

É bem esquisito este amor por pequenas empresas de São Paulo e o desprezo pelas mineiras. 

Porém, não é este o problema maior. A Cemig; uma empresa que já foi dirigida pelos maiores profissionais da área de energia do país, inclusive alguns com pós doutorado nas mais prestigiosas universidades do mundo; tem à sai frente agora um executivo despreparado, que recorre à questionável atividade de “coach”, para desempenhar as suas funções. 

Para agravar o episódio, a contratação foi feita sem licitação, o que parece ter virado o novo normal na empresa. Conforme o Diário Oficial, o contrato teve como fundamento o artigo 30, inciso II, “f”, da Lei 13.303/16, conhecida como Lei das Estatais. O artigo citado da Lei das Estatais é o que dispensa licitação por “inviabilidade de competição” de “serviços técnicos especializados ou empresas de notória especialização” para “treinamento e aperfeiçoamento de pessoal”. Ou seja, para os dirigentes mineiros não existem outras empresas capazes de fazer este polêmico serviço de “coach” no Brasil. 

A condução no mínimo desastrada da Cemig, durante o governo Zema, chamou a atenção das autoridades policiais, de fiscalização e de controle. 

A Procuradoria do Patrimônio Público abriu inquérito sigiloso para investigar denúncia de supostas irregularidades cometidas na diretoria da Cemig, sob a gestão Romeu Zema.

Um pedido de CPI para investigar decisões da empresa foi temporariamente suspenso, na Assembleia Legislativa, no início do ano passado, por conta pandemia. Em novembro do mesmo ano, a Comissão de Minas e Energia da Assembleia pediu esclarecimentos sobre a tentativa de venda do edifício-sede da Cemig.

O Sindicato dos Engenheiros de Minas Gerais (Senge-MG) também se movimenta. A entidade fez denuncia à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). De acordo dom o Senge, cabe à CVM fiscalizar possíveis atos ilegais de administradores e acionistas das companhias abertas. E mais, exigir a obrigatoriedade de uma SA divulgar fatos relevantes ao mercado, dentre outras atribuições, aos acionistas da empresa. “Particularmente os pequenos”.

Além da CVM, o Senge irá pedir a intervenção do Ministério Público do Trabalho (MPT). “Afinal, tudo leva a crer que ações intempestivas na atual gestão da Cemig podem visar não somente prejuízos aos trabalhadores da empresa, como a todo o Estado.

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