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“Quem pode hoje fazer um Plano Marshall é a China”, diz Celso Amorim

O ex-chanceler dos governos Lula avalia que, atualmente, somente a China seria capaz de coordenar a reconstrução econômica necessária em diversos países. “Não só porque a economia está crescendo, mas também porque a organização do Estado e da economia permite uma disponibilidade que não existe nos Estados Unidos”. Assista:

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247 - O ex-chanceler dos governos Lula, Celso Amorim, analisou em entrevista à TV 247 o processo de ascensão geopolítica da China. Para ele, o protagonismo chinês é uma realidade que veio para ficar, apesar dos esforços do governo de Joe Biden de restaurar o status dos Estados Unidos como potência hegemônica.

“O Trump retirou os EUA do sistema multilateral com o discurso ‘America First’. O Biden quer voltar, mas as pessoas que estão ligadas à política externa americana não sabem que o mundo mudou. Os EUA não vão voltar como potência hegemônica. A realidade chinesa é uma realidade que veio para ficar. A menos que eles adotem uma política totalmente louca, de ataque militar, a China tem um poder de atração muito grande. Podemos criticar, os europeus mesmo criticam certos fatos, mas ninguém mais vai desconhecer a importância da China”, disse o ex-chanceler.

Amorim notou a semelhança entre o momento atual da Europa e o pós-guerra, quando o continente recebeu grandes investimentos sob o Plano Marshall, dos Estados Unidos. Para ele, o momento atual exige um doador alternativo:

“Os europeus, nessa ideia de reconstrução que eles têm agora em relação à pandemia, vão precisar de investimentos chineses. A pandemia pode gerar um Plano Marshall, mas se tiver um, não será Marshall, mas sim Xi Jinping. Quem pode fazer hoje um Plano Marshall é a China, não só porque a economia está crescendo, mas também porque a organização do Estado e da economia permite uma disponibilidade que não existe nos EUA”, explicou.

Balanço da administração Biden 

O ex-chanceler ainda elogiou a política interna de Joe Biden, que vem implementando diversas medidas redistributivas:

“O Biden está fazendo uma política imensamente progressista, que é um exemplo, a política mais progressista nos EUA desde o Roosevelt. É até mais que keynesiana, os economistas que me corrijam, mas quando ele fala em aumentar a taxação dos ricos, ele está indo além, para uma coisa realmente redistributiva. Grande transferência de renda para as pessoas mais pobres, grande atenção ao social, a própria infraestrutura, com mais educação, tecnologia. Então, o Biden faz uma extraordinária política interna, mas não vai muito bem na parte internacional”.

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