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Robótica educacional potencializa processo de aprendizagem

Cada vez mais tecnologias são introduzidas em diversos ramos de atuação. Seja para montar carros ou realizar cirurgias médicas e diagnósticos, as máquinas já ocupam várias funções na sociedade. Quando olhamos para a nossa rotina, percebemos que a tecnologia e homens estão cada vez mais lado a lado, em prol da qualidade de vida de todos. Com essa expressiva importância, a adequação do ensino às necessidades atuais e futuras de um mundo cada vez mais tecnológico e mutável ganhou ainda mais evidência com a pandemia do novo coronavírus.

Instituições de ensino avançam na adoção de medidas metodológicas e currículo que trabalhem esse processo de aprendizagem, como é o caso da robótica educacional. A gerente executiva de Educação e Cultura do SESI Bahia, Cléssia Lobo, explica que a metodologia potencializa a educação tecnológica ao propor aos alunos a pensarem na tecnologia como processo. Ela ressalta ainda que a robótica educacional não se limita a uma área de estudo ou disciplina, como pode parecer.“A robótica educacional pode transitar em todas as áreas de conhecimento, desde as séries iniciais do ensino fundamental. É uma metodologia que motiva o estudante a aprender de forma significativa, já que faz sentido para ele experimentar, contextualizar e ver resultados nas teorias e hipóteses que ele tinha após cada desafio ou problema desenvolvido. A linguagem de programação, a pesquisa do problema dado pelo professor e as prototipagens de montagens podem desenvolver capacidades cognitivas e socioemocionais nos estudantes”, conta Cléssia.

Na Bahia, a Escola SESI é pioneira em aplicação da robótica como metodologia educacional

Com aulas remotas por conta do isolamento social, a preocupação dos pais e educadores é com o impacto na aprendizagem dos estudantes. Cléssia Lobo argumenta que a robótica educacional é um caminho para engajar os alunos, que reagem com motivação à metodologia. 

“Os ganhos na aprendizagem podem ir desde as habilidades cognitivas até capacidades socioemocionais, como adaptabilidade, flexibilidade, persistência, criatividade, trabalhar em equipe, além de outras tão importantes para viverem em um mundo cada vez mais tecnológico não sendo reduzidos a meros usuários de tecnologia”, completa Cléssia Lobo.

Na Bahia,  a Escola SESI é pioneira em robótica como metodologia educacional. Com mais de 7.800 alunos nas escolas de Salvador e Região Metropolitana, além de Feira de Santana, Ilhéus, Vitória da Conquista, Barreiras e Luís Eduardo Magalhães, a instituição cumpre a proposta de incentivar a criatividade, inovação e empreendedorismo ao lançar projetos na área, como torneios e feiras. A Rede não só promove a robótica com os seus alunos, mas também com estudantes de escolas públicas e privadas e público em geral.

“O grande diferencial da Rede SESI Bahia é na promoção de projetos que não são exclusivos para os nossos alunos. Nós somos representantes da Olimpíada Brasileira de Robótica, há mais de cinco anos, além de trazer torneios internacionais na área há mais de 10 anos, envolvendo alunos de escolas públicas e privadas”, ressalta Fernando Didier, coordenador de Robótica do SESI Bahia.Todos os alunos das escolas do SESI Bahia passam pela área de robótica. Porém, a participação nos eventos é direcionada àqueles que atendem algumas características, como interesse pessoal pela área e perfil da competição.

“Temos um quadro de professores mentores que começam a auxiliar os alunos após a seleção. Porém, eles participam como mediadores do processo. Os estudantes que são os protagonistas desse processo”, acrescenta Fernando Didier.

Projetos de destaque
O compromisso do SESI Bahia em potencializar a aprendizagem, antecipando etapas para promover de forma integrada a formação regular e profissional dos estudantes, é comprovado nas conquistas dos seus alunos. Um desses exemplos é o grupo Robolife, formado por quatro alunas do 9º ano do ensino fundamental II da escola SESI Candeias. Elas ganharam o prêmio na categoria Pesquisa, no Desafio SESI de Robótica Covid-19, ao desenvolver uma cabine de esterilização de livros que utiliza o gás ozônio como agente esterilizador.

O orientador do grupo Robolife, o professor Clóvis Campagnolo, ressaltou o curto prazo para o desenvolvimento do protótipo: “Na primeira fase, participaram cerca de 400 equipes de todo o Brasil e apenas 39 equipes foram classificadas para segunda etapa. Já na segunda fase, tivemos mais 15 dias para criar nosso protótipo, ou seja, tivemos cerca de 45 dias entre as duas etapas. O desempenho das nossas estudantes foi fantástico”.

Para Natália Jesus, 15 anos, integrante do grupo Robolife, a robótica transformou a sua visão de mundo. "Passei a perceber coisas que eu não percebia antes, presenciei momentos que nunca tinha presenciado e que me fizeram olhar diferente para as pessoas e coisas ao meu redor, e tudo isso me faz refletir sobre essa ótima decisão que tomei, que foi de mergulhar nesse mundo", conclui a estudante.

Outra equipe da Rede SESI Bahia também fez bonito no Desafio SESI de Robótica Covid-19, que avalia o caráter inovador, de impacto social e viabilidade de execução das soluções apresentadas. A equipe Hydra, que surgiu em 2017 e já disputou diversas competições regionais e nacionais, foi finalista da competição ao desenvolver um sistema de desinfecção de elevadores com raios ultravioletas. "A intenção é forçar uma circulação do ar para que eventuais vírus e bactérias suspensos no ar sejam gradualmente eliminados, minimizando a contaminação”, esclarece Tomaz Silva Goiana, professor de física e técnico da equipe formada por quatro alunos da Escola SESI Djalma Pessoa.

Na aulas de robótica do SESI Barreiras, Marianna Celestino é aluna de destaque. Ela faz parte do grupo FLL ATOM, criado há 3 anos. O que mais lhe motiva é a área de montagem do robô e as pesquisas sobre novos protótipos que estão em desenvolvimento. “A disciplina de Ciências e Tecnologia procura mostrar todos os detalhes e os avanços tecnológicos, fazendo assim despertar interesse em mim”, destaca a estudante.

Diego de Jesus Pinheiro, professor e técnico do grupo FLL ATOM, ressalta que a robótica é essencial para a inserção dos alunos no universo tecnológico em que estamos inseridos, seja no mercado de trabalho, na vida estudantil e acadêmica e nas mais diversas atividades cotidianas. 

“Além de estimular a criação de projetos de cunho científico e o trabalho cooperativo, a robótica lhes traz uma carga de conhecimentos e experiências aplicáveis nos mais diversos âmbitos da vida pessoal e social”, finaliza o educador Diego Pinheiro.


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