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Um presidente cinematográfico na botocúndia, por Fábio de Oliveira Ribeiro

Um presidente cinematográfico na botocúndia

por Fábio de Oliveira Ribeiro

Nos últimos anos Hollywood tem produzido filmes em que personagens bem estabelecidos são requentados e travam combates memoráveis: Freddy x Jason (2003); Alien x Predator (2004); Cowboy x Aliens (2011).

Um combate, entretanto, ainda não foi visto: Predador x Exterminador do Futuro. Quaisquer que sejam as explicações comerciais para essa lacuna cinematográfica, devemos admitir o roteiro em que esse combate ocorreria teria que resolver dois grandes problemas.

O primeiro seria temporal. Quando o caçador alienígena enfrentaria o Cyberdyne Systems Modelo 101, série 800? Antes ou depois do apocalipse nuclear que destruiu a humanidade?

O segundo seria militar. Ao lado de quem os personagens humanos lutariam? Um Predador não deixaria de seguir sua natureza. Depois de derrotar o adversário, ele caçaria os ex-aliados. Se aderissem ao Exterminador, os humanos comprometeriam seu futuro. A máquina não poderia deixar de cumprir um aspecto fundamental do seu programa.

Antes do apocalipse nuclear, a perspectiva de perder ao lado do Exterminador ou ao lado do Predador é equivalente para os humanos. Num mundo pós-apocalíptico, esse conflito não teria qualquer importância para o que restou da humanidade. A vitória do Predador não destruiria a Skynet. A derrota dele seria apenas um episódio irrelevante na historia da hegemonia dos T-800.

O Predador tem armas capazes de destruir o Exterminador à distância. Mas num combate corpo a corpo, a máquina teria uma vantagem evidente sobre o alienígena.

Em uma floresta ou em uma cidade a vantagem tática seria do Predador, pois ele tem mais agilidade. Num deserto ou numa região gelada o Exterminador estaria em casa. A máquina não precisaria se proteger do frio e a mobilidade do seu inimigo seria comprometida.

Cada Predador é um ser biológico único que depende tanto de seu treinamento quanto de suas experiências pretéritas. Um Exterminador Cyberdyne T-800 é uma máquina idêntica a todas as outras da mesma série, e seu programa é invariavelmente o mesmo. Um caça por esporte. O outro mata seres humanos porque não pode fazer algo diferente.

Debater essas questões nesse momento delicado parece algo irrelevante, mas não é. O neoliberalismo nazi-bolsonariano reúne características tanto do Predador quanto do Exterminador do futuro. Ele é uma máquina que deseja acumular o máximo de lucros com o mínimo de humanidade. O excesso de liquidez obtido de maneira desumana não será investido no futuro do nosso país. A fuga de dólares comprova que o mercado alienígena é mais rentável do que o brasileiro.

Legítimo representante do Predador-Exterminador que dominou o Brasil, Bolsonaro foi programado para destruir o presente e caçar o futuro idealizado pela Constituição Cidadã. Ele não poderá se desviar desse objetivo maquinal que se ajusta perfeitamente à sua natureza perversa de soldado frustrado.

O mito tem uma fraqueza: a previsibilidade cinematográfica de sua conduta. Ela deve ser explorada pela resistência brasileira.

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