Portugal

Boa moeda expulsa a má moeda socialista

O resultado das eleições autárquicas confirma que há um enfado dos portugueses com os tiques autoritários e a irresponsabilidade do Partido Socialista e de António Costa. Estas últimas semanas de campanha terão trazido à memória de muitos portugueses as fábulas e promessas irresponsáveis de José Sócrates. Se a presença constante na campanha de António Costa não é criticável, as promessas e a utilização do PRR como principal arma eleitoral revelou o carácter político do primeiro-ministro: o que importa acima do país é o PS e tudo serve para aumentar o domínio partidário de Portugal. Correu-lhe mal.

Perante sondagens claramente favoráveis aos candidatos socialistas ao longo dos últimos meses, em particular em Lisboa, muito estranhei tamanho empenho do primeiro-ministro na campanha e o risco de se “atravessar” com mundos e fundos para todas as regiões do país, fosse a Maternidade em Coimbra ou o comboio em Viseu, tudo serviu para servir o PS. Como na altura escrevi, tendo em conta essas sondagens, esta voracidade de promessas só encontraria explicação se António Costa e o PS tivessem indicações ou dados diferentes do comum dos cidadãos. E pelos vistos tinham, pois, a realidade e o resultado final foram bem diferentes. Atento, Fernando Ruas lembrou no seu discurso de vitória que vai exigir a António Costa que cumpra todas as promessas que fez aos viseenses em campanha pelo candidato socialista.

Tendo em conta que todas as sondagens apresentavam um grande número de indecisos em muitos concelhos, fica claro que algumas das vitórias do PSD, em particular em Lisboa, se devem a essa faixa do eleitorado. O discurso triunfalista e a repetida tentativa de domínio do país por parte do PS de António Costa terão sido o rastilho necessário e suficiente para levar tantos portugueses a não votar novamente no Partido Socialista e a dar o seu voto ao PSD ou a outros partidos.

Carlos Moedas é sem dúvida o grande vencedor da noite e justifica a teoria económica que nos diz que a “boa moeda expulsa a má moeda”. O principal beneficiado deste enfado dos portugueses com as recorrentes táticas socialistas foi Carlos Moedas que acrescentou à sua reconhecida competência uma imagem de simpatia, abertura e tolerância que lhe são genuínas, mas que os lisboetas desconheciam. Algo que a esquerda lisboeta tanto apregoa, mas que na realidade não pratica. Com a campanha eleitoral os lisboetas conheceram um Carlos Moedas simpático por contraste com um Medina sisudo e convencido, o Moedas tolerante versus o Medina acantonado à esquerda, o Moedas de diálogo versus um Medina irritado. Um Moedas que garante transparência versus uma Governação Socialista onde tudo cheira a esquema, negociata e ajustes diretos. Um Moedas que trata todos por igual versus um Partido Socialista que parece só tratar dos seus. Um Moedas que foi para o terreno visitar os bairros camarários versus um Medina fechado no Gabinete e a prometer casas que nunca viram a luz do dia. Os lisboetas fartaram-se de esperar, deixaram de acreditar em promessas e propaganda e decidiram apostar em Novos Tempos.

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