Portugal

CGTP alerta: "É urgente a redução do horário para as trabalhadoras"

urgente e necessária a redução do horário de trabalho para as trabalhadoras poderem ter uma vida digna, terem tempo para a família e filhos e poderem descansar, para no dia seguinte continuar a trabalhar", afirmou Marisa Ribeiro, da Comissão Distrital do Porto para a Igualdade entre Mulheres e Homens da CGTP, em conferência de imprensa a propósito da semana da igualdade que começa na segunda-feira.

A proposta surgiu a propósito de um estudo da CGTP sobre a Situação das Mulheres no Trabalho, segundo o qual "as mulheres com atividade profissional gastam 4,17 horas por dia útil com trabalho não pago [tarefas domésticas e com a família]", ou seja, "mais 1,40 horas do que os homens".

"A juntar aos longos horários de trabalho praticados no país, também o tempo de deslocação dificulta a articulação entre a vida pessoal/familiar e a profissional", observou Marisa Ribeiro.

Citado no estudo, o Inquérito à Mobilidade nas Áreas Metropolitanas do Porto (AMP) e Lisboa, de 2017, refere que os primeiros residentes passam 69,5 minutos nas deslocações entre casa e trabalho, ao passo que, na capital, se despendem, em média, 76,3 minutos diários.

Para Marisa Ribeiro, também por este motivo o horário de trabalho semanal devia passar das 40 para as 35 horas.

O congresso da CGTP aprovou em 15 de fevereiro, por unanimidade, a carta reivindicativa para os próximos quatro anos, em que reafirma a "intensificação da luta" pelo aumento dos salários e pela redução do horário para as 35 horas, entre outras matérias.

De acordo com Marisa Ribeiro, a Semana da Igualdade começa na segunda-feira e prolonga-se até dia 6, dia de concentração e desfile no Porto, entre a rua 31 de Janeiro e o Via Catarina, na rua de Santa Catarina.

Até lá, a Comissão Distrital do Porto para a Igualdade entre Mulheres e Homens da CGTP vai estar em "mais de 50 locais" em contacto com trabalhadores.