Começou com Marcel Keizer, teve depois Leonel a fazer a Ponte(s) para o sucessor do holandês: em nove jogos oficiais, o Sporting ganhou apenas dois e sofreu cinco desaires. Depois, entrou Silas: em nove jogos oficiais, ganhou um total de sete e perdeu apenas em duas ocasiões. Na matemática mais pura que existe, estes são os números dos leões na presente temporada com os três técnicos que teve no comando. Tudo tem o seu peso e a sua medida, como a derrota em Alverca já como o novo treinador que tirou a equipa da Taça de Portugal, mas esta veia mais “resultadista” da equipa verde e branca começa a ter os seus reflexos práticos até nos golos.

No Campeonato, o Sporting subiu do nono lugar que ocupava à sexta jornada com oito pontos para o quarto posto à 11.º ronda com 20 pontos, tendo ainda assim uma diferença maior para o topo (de oito para dez pontos) fruto de quatro vitórias e uma derrota. Na Liga Europa, os leões estão numa posição privilegiada para passar à próxima fase, somando três triunfos consecutivos. Na Taça de Portugal, uma escorregadela com estrondo em Alverca levou à eliminação precoce na prova onde a equipa tentava manter o troféu na sua posse.

Ainda assim, a grande diferença está nos golos. Nos primeiros nove jogos da época, o Sporting sofreu sempre e acumulou um saldo de 13 golos marcados e 19 sofridos; nos nove seguintes, conseguiu não sofrer em quatro e ficou com um registo de 13 golos marcados… e apenas seis sofridos. Contas feitas, e pela primeira vez esta temporada, os leões conseguem ter um total acumulado de golos com saldo positivo (26-25).

Esta noite, o herói não foi nem um defesa nem Bruno Fernandes mas sim Luciano Vietto, autor dos dois golos que decidiram o dérbi com o Belenenses SAD no bis mais rápido da carreira dos últimos três anos na Europa.

“Foi um jogo difícil. O primeiro tempo foi complicado. Vimos de muitos jogos seguidos, com uma viagem dura, mais o frio, mas conseguimos no segundo tempo fazer um jogo melhor. Era muito importante vencer e ir para a paragem com uma vitória”, comentou o argentino na zona de entrevistas rápidas da SportTV, antes de falar sobre as necessidades da equipa para ter outra qualidade e regularidade: “Há muitos fatores. Nota-se cansaço das viagens e isso complica na hora de correr e jogar. Tentámos jogar, na segunda parte estivemos muito bem”.

“Pessoalmente, estou a cada dia melhor e estou muito feliz no Sporting. Estou muito agradecido ao clube, ao técnico e aos adeptos”, concluiu o número 10, que se juntou a Coates como o terceiro melhor marcador da equipa no Campeonato com três golos, atrás de Bruno Fernandes (nove) e Luiz Phellype (quatro).