É o partido mais fragmentado da democracia espanhola. Os resultados também ficaram marcados pela chegada de cinco novos partidos ao Parlamento, sendo agora 17 os partidos com assento parlamentar. Confira quais são.

Fundado em 1879, o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) é atualmente liderado por Pedro Sánchez — e é quem atualmente forma governo em Espanha. Nestas eleições, o PSOE ganhou com 28% e conseguiu eleger 120 deputados (menos três que em abril). Ou seja, não chegou à maioria absoluta (mais uma vez).

O Partido Popular (PP) foi fundado em 1989 e surgiu de uma união entre o Partido Democrata Popular e o Partido Liberal Espanhol. Pablo Casado é o presidente deste partido de direita, que nas eleições gerais de abril sofreu o pior resultado de sempre — mas que este domingo conseguiu recuperar de 66 para 87 deputados.

Fundado em 2013 por antigos militantes do PP, o Vox chegou pela primeira vez ao Parlamento espanhol nas eleições de abril, quando conseguiu eleger 24 deputados. Nestas eleições, o partido de extrema-direita, liderado por Santiago Abascal, mais do que duplicou o seu número de assentos parlamentares, passando para 52.

O Unidas Podemos foi fundado em março deste ano, fruto de uma coligação entre partidos de extrema-esquerda para concorrer às eleições gerais de abril e que é liderada pelo Podemos, de Pablo Iglesias. Nessa altura, conseguiu eleger 42 deputados; sete meses depois, diminuiu os seus resultados para 35 deputados. 

Os independentistas da Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), fundada em 1931, estão no Parlamento desde que Espanha tem uma democracia. Liderados atualmente por Oriol Junqueras, a ERC conseguiu eleger 15 deputados em abril e nestas eleições esteve relativamente perto, ficando pelos 13 deputados.

O Ciudadanos foi fundado em 2006 por Albert Rivera e entrou pela primeira vez no Parlamento espanhol nas eleições de 2015, quando conseguiu 40 deputados. Em abril, o partido centrista tinha conseguido eleger 57 deputados, e sofreu nestas eleições a maior queda: elegeu apenas 10 deputados. 

Fundado em novembro de 2017, o Junts per Catalunya (JxCAT-JUNTS) nasceu de uma coligação entre independentistas de centro-direita para concorrerem às eleições regionais da Catalunha de 2017. O partido de Carles Puigdemont, que fugiu para a Bélgica, chegou ao Parlamento em abril, quando conseguiu eleger sete deputados. Nestas eleições, os independentistas conseguiram oito deputados. 

São os independentistas mais de centro. O Partido Nacionalista Vasco (PNV) foi fundado em 1895 e é atualmente liderado por Andoni Ortuzar, tendo estado no Parlamento desde que Espanha é uma democracia. Em abril, o PNV conseguiu eleger seis deputados e nestas eleições conseguiu mais um assento no Parlamento espanhol.

Fundado em 2011, o Euskal Herria Bildu (em português, Reunir o País Basco) é o sucessor do Batasuna, um partido que, na prática, era o braço político da ETA. Este partido de extrema-esquerda tem Arnaldo Otegi como a sua cara principal. Em abril, o EH Bildu elegeu quatro deputados e nestas eleições conseguiu mais um.

Na primeira vez que concorre às eleições gerais de Espanha, o Más País conseguiu eleger três deputados. Este partido de extrema-esquerda e ecologista nasceu em setembro deste ano, pelas mãos de Íñigo Errejón, cofundador do Podemos.

A Cup-PR (Unidade Popular pela Rutura) é constituída pela Candidatura de Unidade Popular, um partido político de extrema-esquerda e independentista. É, entre os partidos independentistas catalães, o mais radical e elegeu pela primeira vez dois deputados para o Parlamento.

É uma coligação entre partidos das Canárias: a Coalición Canaria, o Partido Nacionalista Canario e o Nueva Canarias. Apesar de não ser uma estreia no Parlamento para a Coalición Canaria e para a Nueva Canarias — que em 2015 conseguiu eleger um deputado coligado com o PSOE –, esta coligação elegeu pela primeira vez dois deputados nestas eleições. 

O Navarra Suma (NA+) é uma coligação formada nas autárquicas com o PP e o Ciudadanos, em março deste ano, para concorrer às eleições gerais de abril. Este partido de direita manteve o número de deputados: dois. 

O Bloco Nacionalista Galego (BNG) é um partido de extrema-esquerda que foi fundado em 1982. Apesar de atuar maioritariamente na Galiza, concorre às eleições gerais desde 1989. Se em abril deste ano, liderado por Carme da Silva, o partido não conseguiu eleger nenhum deputado, nestas eleições, com Ana Pontón na liderança, conquistou um assento no Parlamento. 

Fundado em 1978, o Partido Regionalista de Cantabria (PRC) defende essencialmente os interesses da Cantábria, tendo até feito coligações com o PSOE e o PP no passado. Esta é a primeira vez que o partido, liderado por Miguel Ángel Revilla, consegue eleger um deputado.

É mais um partido que consegue eleger um deputado pela primeira vez. O Teruel Existe é um movimento de cidadãos criado em 1999 com o objetivo de um tratamento mais justo e igual para a província de Teruel, na cidade de Aragão. Sem surpresas, foi o partido mais votado em Teruel, com 26,45%. Será o deputado Tomás Guitarte quem vai entrar no Parlamento pela primeira vez.

A Coalición por Melilla (CpM) foi fundada em 1995 por dissidentes do PSOE de Melilla. Este partido é constituído essencialmente por militantes da comunidade muçulmana da cidade e, liderado por Mustafa Aberchán, conseguiu entrar pela primeira vez no Parlamento, com um deputado.